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Antes mesmo dos 18 anos, Agatha, Lívia e Rebeca já sabem que querem ser programadoras; escola Ctrl+Play tem ajudado a pavimentar caminho
No dia 26 de agosto, celebra-se o Dia Internacional da Igualdade Feminina. A igualdade no âmbito profissional é um dos principais temas debatidos, ainda mais quando trata-se do mercado de tecnologia. O setor é composto majoritariamente por homens (83,3%), no entanto, a participação feminina vem ganhando destaque: aumentou 60% no Brasil entre 2015 e 2022, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Para aumentar esse dado, é preciso ter mais iniciativas que incentivam meninas desde cedo a ter interesse por tecnologia.
Embora esse cenário desigual possa desmotivar algumas pessoas, jovens meninas persistem nos seus sonhos de se tornarem profissionais de tecnologia. É o caso da Agatha da Silva Vieira, de 14 anos, que quer ser uma desenvolvedora de software. Para ajudar a filha, Renata Cristina e Fábio encontraram a escola Ctrl+Play, que ensina programação e robótica para jovens de 7 a 17 anos.
Agatha diz que gosta dos professores, das aulas interativas e, principalmente, de aprender sobre CSS, a linguagem de programação utilizada para estilizar textos, separando o conteúdo da representação visual do site. “Acho muito importante que meninas aprendam tecnologia, precisamos de mais mulheres nessa área”, comenta, quando perguntada sobre o cenário feminino na TI.
Com uma metodologia exclusiva e módulos de aprendizado por faixa etária, a escola pretende desenvolver as habilidades pessoais e profissionais que acompanharão crianças e adolescentes durante toda a vida. Criatividade, raciocínio lógico, comunicação, trabalho em equipe, socialização e senso crítico são alguns dos benefícios desse aprendizado.
“Muitas crianças consomem tecnologia de forma passiva, por meio de jogos e aplicativos, o que gera preocupação dos pais pelas horas a mais diante das telas”, comenta Henrique Nóbrega, diretor fundador da Ctrl+Play. “Assim, unimos o útil ao agradável e desenvolvemos uma metodologia que explica o passo a passo por trás da diversão”, diz.
Quem também tem perspectivas de trabalhar com tecnologia é Lívia Biagioli, de 15 anos. Ela se interessou por programação e robótica aos oito, quando ganhou dos pais um robô programável via app. “Desde que cheguei na Ctrl+Play, todos foram super acolhedores e as aulas foram extremamente divertidas. Minha parte favorita de estudar é programação, porque conseguimos construir um projeto e ver sua versão final, além de mexer com ferramentas de prototipagem, como placas de arduíno”, comenta a jovem.
Rebeca Namura, de 17 anos, também frequenta a escola e se inspirou na mãe, que já atuava na área. “Eu gostaria de trabalhar como programadora, já que eu gosto muito de desenvolvimento de jogos e lógica da programação. O que eu mais gosto de estudar é também sobre as inovações, como a inteligência artificial e o deep learning”, explica. Para ela, arrematar os aprendizados dos módulos nos projetos finais ajuda a testar o que aprendeu com criatividade.
A jovem também diz que a autonomia proporcionada pela escola é um diferencial no seu dia a dia. “Adoro poder pesquisar códigos e solucionar bugs sozinha, gosto da liberdade que é dada aos alunos. Mas claro que, se precisar, temos o apoio dos professores. Além de estudar, participamos de eventos com temas do mundo geek, então a Ctrl+Play é um lugar que te faz sentir à vontade seja qual for sua idade”, complementa Namura.
Mesmo tão jovens, elas já sabem e entendem o cenário desafiador para mulheres na TI, mas isso não tem impedido que continuem explorando este universo. Pelo contrário, esses fatores as motivam a continuar e correr atrás das suas vontades. Para Rebeca, é clara a importância de meninas e mulheres marcarem presença em espaços em que é incomum encontrá-las. “Nós temos muito a contribuir, sem contar que um grupo de trabalhadores com mistura de gêneros vai ser capaz de produzir ideias bem mais interessantes e eficazes, já que diferentes pessoas estarão envolvidas nas discussões”, complementa.
Nóbrega diz que tem sido um objetivo e um desafio atrair o público jovem feminino para as aulas. “Sabemos da importância de ter mulheres comandando o universo de TI e procuramos constantemente incentivar a matrícula de meninas. Queremos que elas se sintam acolhidas para explorar seu potencial e seguir seus sonhos, com acesso às mesmas oportunidades entregues aos meninos”, comenta.
A escola foi recentemente adquirida pelo CNA+, que tem muitas das unidades lideradas por mulheres. Com a expansão nacional de novas franquias, Henrique tem expectativas de alcançar mais famílias e atrair mais alunas.
Sobre a Ctrl+Play A Ctrl+Play é uma escola brasileira de tecnologia e programação que oferece cursos e programas inovadores para crianças e adolescentes. Seu objetivo é proporcionar um ambiente educacional divertido e interativo, onde os alunos possam desenvolver habilidades, programação, robótica, criação de jogos, modelagem 3D e conceitos de lógica de forma dinâmica, divertida e envolvente. A escola utiliza metodologias de ensino modernas e recursos tecnológicos avançados para proporcionar uma experiência de aprendizado estimulante e enriquecedora.