02 de abril de 2025

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Cidades brasileiras apostam em jardins de chuva para minimizar impactos de alagamentos

Jardins de chuva contribuem para minimizar inundações, além de remover poluentes da água e do ar / Crédito da imagem: Fundação Grupo Boticário

Juliana acrescenta que fortalecer a infraestrutura verde em áreas urbanas também oferece benefícios ambientais, como regulação do microclima local, conservação da biodiversidade e melhoria geral das condições ambientais. “Além de mitigar os riscos de alagamentos e inundações, essas soluções trazem benefícios adicionais, incluindo maior contato da população com a natureza, o que é crucial para nossa saúde e bem-estar”, destaca Juliana.

As especialistas salientam que os jardins de chuva já são uma realidade bem-sucedida em diversos países do mundo há mais de uma década. Em Nova Iorque (EUA), por exemplo, milhares desses espaços integram o programa local de infraestrutura verde para enfrentar as mudanças climáticas e melhorar a gestão das águas pluviais. No Brasil, um dos maiores jardins de chuva está localizado em São Paulo (SP), na Rua Major Natanael, no bairro do Pacaembu. O complexo possui 11 jardins de chuva instalados, com 2,3 mil metros quadrados de área, conectados ao sistema de drenagem.

Em Belo Horizonte (MG), a prefeitura criou uma política de incentivos para que a população participe da manutenção dos jardins de chuva. Proprietários de imóveis que adotarem esses jardins podem obter até 10% de desconto no valor anual do IPTU, limitado a R$ 2 mil. Em Curitiba (PR), a Câmara Municipal recebeu em janeiro de 2025 um projeto de lei que propõe tornar os jardins de chuva uma chuva uma política pública municipal para combater os alagamentos.

Cenário desafiador

Um estudo divulgado em dezembro pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica – coordenada pelo Programa Maré de Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela UNESCO –, em parceria com a Fundação Grupo Boticário, revelou que os desastres climáticos no Brasil aumentaram 250% nos últimos quatro anos (2020–2023), em comparação com a década de 1990. O levantamento, com dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, indicou que entre 1991 e 2023 foram registrados 6.523 desastres climáticos em municípios brasileiros, enquanto no período de 2020–2023 ocorreram 16.306 eventos.

Para saber mais

A publicação “Cidades do Futuro: As Soluções Baseadas na Natureza ajudando a enfrentar a emergência climática”, editada pela Aliança Bioconexão Urbana, destaca exemplos de SBN aplicadas em várias regiões do Brasil e do mundo, evidenciando seus benefícios para as pessoas e para o meio ambiente.

Sobre a Fundação Grupo Boticário

Com 35 anos de história, a Fundação Grupo Boticário é uma das principais fundações empresariais do Brasil que atuam para proteger a natureza brasileira. A instituição atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e em políticas públicas e apoia ações que aproximem diferentes atores e mecanismos em busca de soluções para os principais desafios ambientais, sociais e econômicos. Já apoiou cerca de 1.600 iniciativas em todos os biomas no país. Protege duas áreas de Mata Atlântica e Cerrado – os biomas mais ameaçados do Brasil –, somando 11 mil hectares, o equivalente a 70 Parques do Ibirapuera. Com mais de 1,2 milhão de seguidores nas redes sociais, busca também aproximar a natureza do cotidiano das pessoas. A Fundação é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. Sites: www.fundacaogrupoboticario.org.br | www.grupoboticario.com.br | Redes sociais: @fundacaogrupoboticario

Sobre a Rede de Especialistas em Conservação da Natureza A Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) reúne cerca de 80 profissionais de todas as regiões do Brasil e alguns do exterior que trazem ao trabalho que desenvolvem a importância da conservação da natureza e da proteção da biodiversidade. São juristas, urbanistas, biólogos, engenheiros, ambientalistas, cientistas, professores universitários – de referência nacional e internacional – que se voluntariaram para serem porta-vozes da natureza, dando entrevistas, trazendo novas perspectivas, gerando conteúdo e enriquecendo informações de reportagens das mais diversas editorias. Criada em 2014, a Rede é uma iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Os pronunciamentos e artigos dos membros da Rede refletem exclusivamente a opinião dos respectivos autores. Acesse o Guia de Fontes em www.fundacaogrupoboticario.org.br

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