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Com o avanço da IA, especialistas destacam a importância de líderes priorizarem soft skills e relações humanas para manter um ambiente corporativo saudável e produtivo
A adoção de inteligência artificial (IA) no ambiente corporativo está transformando profundamente a forma como as empresas operam. Ferramentas automatizadas têm otimizado processos, reduzindo custos e aumentado a eficiência. Contudo, o avanço acelerado da tecnologia levanta um alerta: como evitar que a introdução da IA comprometa a humanização no local de trabalho?
Segundo uma pesquisa da PwC, 64% dos participantes acreditam que a automatização saiu do controle, e que há uma grande falta de elementos humanos nas interações com os usuários. Para Sylvestre Mergulhão, diretor de inovação da Impulso, People Tech que, há 14 anos, é orientada ao aumento de capacidade e produtividade de médias e grandes empresas, o equilíbrio entre tecnologia e relações humanas é essencial. “A IA não deve substituir as interações humanas, mas sim complementá-las. O papel dos gestores é central nesse processo, garantindo que a tecnologia seja uma aliada na promoção de um ambiente de trabalho que valorize a empatia, a colaboração e o desenvolvimento de soft skills”, explica.
Como equilibrar tecnologia e humanização?
Sylvestre aponta que a adoção de IA deve vir acompanhada de estratégias claras para fortalecer a interação humana dentro das empresas. “A tecnologia pode ajudar, por exemplo, a personalizar treinamentos e mapear gaps de soft skills, mas as lideranças precisam garantir que o foco esteja em construir equipes mais conectadas e resilientes, capazes de lidar com os desafios do futuro”, ressalta.
A combinação equilibrada de IA e humanização é estratégica para o sucesso corporativo, uma vez que impulsiona a satisfação e o desempenho dos profissionais, ao permitir que eles utilizem os benefícios da solução sem abdicar do contato físico. Segundo um estudo da Harvard Business Review, profissionais contentes com o local de trabalho são 31% mais produtivos, 300% mais inovadores e 85% mais eficientes. Mergulhão acredita que a transformação digital não deve significar a perda de valores humanos. “No futuro, as empresas de sucesso serão aquelas que compreenderem que a tecnologia é uma ferramenta poderosa, mas que a essência das organizações continua sendo as pessoas”, conclui.
Sobre a Impulso
A Impulso é uma People Tech que, há 14 anos, é orientada ao aumento de capacidade e produtividade de médias e grandes empresas. Oferece serviços especializados em todo o fluxo de atração, contratação, desenvolvimento e retenção de times tech remotos. Contabiliza mais de 150 mil profissionais em comunidade própria. Entre os mais de 400 clientes estão médias e grandes empresas, como Stone, Cogna Educação, Globo e Cielo.



