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25 de abril de 2026

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Frentes frias, menor risco de queimadas e cenário mais favorável para energia são destaques do inverno 2025

Foto: Freepik

Análise da Nottus mostra que estação climática estará dentro da “normalidade”, ventos fortes devem favorecer geração eólica, e chuvas no Sul tendem a recuperar reservatórios

O inverno de 2025 começa oficialmente no Brasil no próximo dia 20 de junho, às 23h42, e deve trazer temperaturas mais baixas do que as registradas no mesmo período do ano passado. A previsão é da Nottus, empresa especializada em inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios.

Segundo Alexandre Nascimento, sócio-diretor e meteorologista da Nottus, as ondas de frio devem continuar ao longo da estação. “O mês de junho já vem sendo marcado por constantes frentes frias, situação bem diferente do que vivenciamos no ano passado. A tendência é que esse cenário se mantenha nos próximos meses do inverno”, afirma.

“A ausência dos fenômenos El Niño e La Niña, condição conhecida como neutralidade climática, é um dos principais fatores para essa mudança no comportamento atmosférico”, explica o meteorologista. Segundo ele, o contexto atual favorece a ocorrência de chuvas dentro da média histórica, inclusive na região Sul onde vem chovendo abaixo do normal há um ano.

As análises da Nottus – a partir de modelos climáticos, como o ECMWF (Europeu) – indicam um julho mais seco em comparação a junho, mas ainda com episódios de chuva, especialmente no Sul e no litoral do Nordeste.

“Ainda teremos chuva perto da normalidade, na maior parte do Brasil e algumas quedas significativas de temperatura pelo país”, avalia Nascimento. Ao longo de setembro, espera-se o aumento gradual da umidade vinda da Amazônia, colaborando para o fim do período seco no Centro-Oeste e Sudeste.

Impactos no setor elétrico – Pela avaliação da Nottus, a previsão é de ventos moderados a fortes, provocados pela passagem de sistemas de alta pressão, o que deve favorecer a geração eólica. “Já estamos observando bons desempenhos nos parques eólicos desde meados do outono. Essa tendência deve continuar ao longo do inverno, que marca o início da chamada safra de ventos”, diz Nascimento.

Na geração solar, o cinturão solar brasileiro segue com bom desempenho, com alta irradiação na maior parte do tempo. No entanto, nas regiões Sul e Sudeste, a passagem de frentes frias mais carregadas pode reduzir temporariamente a produção, devido ao aumento da nebulosidade.

Nas hidrelétricas do subsistema Sul, a previsão de chuvas mais regulares representa um alívio para os reservatórios e baixas vazões da região. “Após meses de baixa, o retorno das precipitações deve contribuir para a recuperação da capacidade de geração e ajudar a equilibrar o Sistema Interligado Nacional (SIN), mesmo durante o período de seca nas demais regiões”, afirma o meteorologista da Nottus.

Menor risco de queimada – A projeção da Nottus é que haja menos incêndios no decorrer do inverno em comparação com 2024. A tendência é que a umidade vinda da Amazônia aumente de forma gradual ao longo de setembro, colaborando para o fim do período seco no Centro-Oeste e Sudeste.

De modo geral, o inverno de 2025 deve marcar o retorno ao comportamento climático esperado para a estação, com temperaturas mais amenas, chuvas dentro da normalidade e menor ocorrência de extremos. “Não será um inverno rigoroso, mas certamente será mais frio do que o que vivemos no ano passado”, conclui Nascimento.

Nottus

A Nottus é uma empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios. Com equipe altamente qualificada, traduz o grande volume de dados sobre fenômenos climáticos em boletins analíticos claros e objetivos, com informações direcionadas aos interesses de seus clientes. A Nottus avalia e consolida referências dos principais modelos de previsão meteorológica, como os americanos Global Ensemble Forecast System (GEFS), Global Forecast System (GFS) e Climate Forecast System (CFS) e o modelo europeu European Centre for Medium-Range Weather Forecasts (ECMWF), e também dados detalhados de monitoramento climático do Brasil para entregar soluções confiáveis e acessíveis ao público, valendo-se de tecnologia de ponta, análise de dados e machine learning, e também do olhar experiente e acurado de seus especialistas.

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