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27 de abril de 2026

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Controle de diabetes e obesidade pode frear o avanço da doença renal crônica

Foto: Pixabay

Terapias mais modernas oferecem nova perspectiva para pacientes com alto risco de complicações renais

Nos últimos anos, o desenvolvimento de medicamentos com ação combinada no controle da glicemia e na perda de peso tem inaugurado um novo capítulo no enfrentamento das doenças crônicas. O impacto dessas terapias vai além do tratamento do diabetes e da obesidade, podendo influenciar positivamente a trajetória da doença renal crônica (DRC).
 

A relação entre excesso de peso, diabetes tipo 2 e comprometimento renal é amplamente reconhecida. Estima-se que até 40%[i] dos pacientes com diabetes desenvolvam algum grau de disfunção renal ao longo da vida. Além disso, a obesidade por si só é um fator de risco para alterações na função dos rins, mesmo na ausência de diabetes.
 

Nesse cenário, medicamentos para controle do diabetes e obesidade vêm sendo analisados com interesse pela comunidade médica. Embora seja cedo para afirmar que a medicação pode frear de forma definitiva a progressão da DRC, a Associação Americana de Diabetes divulgou uma análise de estudo recente que a tirzepatida, que chegou recentemente ao Brasil sob o nome comercial Mounjaro, é uma substância que retarda a progressão da doença renal em pacientes com diabetes tipo 2 e risco cardiovascular[ii].
 

O fármaco atua imitando dois hormônios naturais que regulam a produção de insulina e a saciedade. Esse mecanismo contribui para melhorar o controle glicêmico e reduzir a ingestão calórica, promovendo perda de peso significativa.
 

Para o nefrologista Bruno Zawadzki, diretor médico nacional da DaVita Tratamento Renal, o impacto de novas terapias precisa ser analisado dentro de um conjunto de medidas preventivas. “Estamos observando um movimento importante da medicina na direção de tratamentos mais eficazes para múltiplas condições ao mesmo tempo. No caso da DRC, atuar sobre o diabetes e a obesidade simultaneamente pode representar uma oportunidade de reduzir a progressão da doença em grande parte da população de risco”, explica.
 

Mas Zawadzki destaca que medicação sozinha não resolve o problema. “O sucesso depende de diagnóstico precoce, adesão ao tratamento, mudanças no estilo de vida e acompanhamento contínuo”.
 

Com mais da metade da população adulta brasileira com excesso de peso e cerca de 10% convivendo com diabetes, segundo o Ministério da Saúde, o país enfrenta uma epidemia silenciosa de doenças crônicas. Nesse contexto, a chegada de terapias que atuam nos fatores de risco antes que surjam complicações mais graves pode representar uma nova esperança, principalmente no controle das doenças renais.

Sobre a DaVita 

A DaVita é um dos maiores provedores de serviços renais dos EUA e tem ações negociadas na bolsa de Nova Iorque. No mundo, a empresa está presente em 15 países. A companhia chegou ao Brasil em 2015. A companhia conta com mais de 8 mil funcionários e cerca de 1000 médicos no país.   
 

 Através de mais 100 clínicas, 07 operações de agudo e 01 centro de acesso vascular, o grupo atende 21 mil pacientes, realizando mais de 3 milhões de tratamentos, 350 mil procedimentos de diálise intra-hospitalar bem como a implementação de milhares de acesso vasculares que são a base para a melhoria profunda de qualidade de vida de seus pacientes.    
  Além da atual presença em todas as regiões do País nos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Pará, Amazonas, Rio Grande do Norte, e Distrito Federal, a DaVita Tratamento Renal presta atendimento intra-hospitalar em mais de 350 hospitais em todo o país.    


[i] Avaliação e tratamento da doença renal do diabetes – Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – Ed. 2024[ii]Tirzepatide Slowed Progression of Chronic Kidney Disease in Patients with Type 2 Diabetes with Increased Cardiovascular Risk | American Diabetes Association

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