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26 de abril de 2026

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De Nova York, Marina Silva afirma que‘todos devem ser sustentabilistas’

Crédito: ICL

A ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática participou do Despertar 2025, realizado pelo ICL, e falou sobre a crise civilizatória que vivemos

São Paulo, 20 de setembro de 2025 – Falando de Nova York, onde participa, ao lado do presidente Lula, da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, foi um dos destaques no segundo dia do Despertar 2025, o maior evento progressista do Brasil, realizado pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL). Em sua palestra, transmitida ao vivo para o público, a ministra tratou sobre as diferentes crises que compõem o que ela chamou de crise da civilização. Para ela, o momento que vivemos é de emergência, e por isso “todos devem ser agora sustentabilistas”, mesmo aqueles que se enxergam como desenvolvimentistas. “Podem ter perfis conservadores ou progressistas, mas todos devem ser sustentabilistas”, acrescentou.
 

A ministra ressaltou que a crise civilizatória se configura no âmbito global, estruturada nas crises ambiental, política e de valores. “Ela é mais real do que nunca. A ideia de caminhar nem sempre se dá no sentido do progresso, temos vivido retrocessos e regressões”, pontuou. Para Marina, querer voltar ao regime ditatorial, que suplanta a democracia, é um exemplo claro disso.
 

Em uma referência à batalha final e decisiva entre as forças do bem e do mal, descrita no livro do Apocalipse na Bíblia, a ministra afirmou que a “crise ambiental é uma espécie de Armagedom da crise civilizatória”. De acordo com ela, se continuarmos neste caminho, as condições em que a vida nos foi dada serão comprometidas. “O que está em jogo é manter a ética de sustentação das condições que sustentam e promovem a vida na Terra. A natureza não suporta mais a capacidade infinita de desejar dos mais de 8 bilhões de seres humanos, o planeta dá sinais de colapso”, complementou.
 

Avanços ambientais no Brasil

Marina também apresentou avanços da atual gestão, como uma “Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) ambiciosa, de entre 59% a 67%, de remissão de CO2 até 2035, [em relação aos níveis de 2005]”. “A redução de desmatamento de 46% em dois anos na Amazônia, de 27% no Cerrado e de 70% no Pantanal é apenas o começo”, acrescentou.
 

“Mas não podemos ficar limitados aos resultados já alcançados. Nós temos que ir além, e a crise exige que a gente faça mais”, ponderou Marina. “Como esse pontinho gravitacional que a gente é, essa pequena poeira cósmica, é preciso criar uma nova superfície de sustentação que seja culturalmente diversa, economicamente próspera, socialmente justa, politicamente democrática e ambientalmente sustentável”, finalizou.


 Sobre o Despertar 2025 O Despertar 2025 é um encontro promovido pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL) que reúne 4 mil pessoas no Vibra São Paulo. O evento se destaca como marco da reorganização progressista no Brasil, combinando debates sobre política, economia, cultura, espiritualidade e mobilização social. Com palestras, diálogos e apresentações artísticas, o Despertar 2025 se consolida como um espaço de reflexão e conexão, unindo lideranças políticas, intelectuais, comunicadores, artistas e lideranças espirituais em torno de uma visão de país mais justo e inclusivo.

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