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15 de março de 2026

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Especialista aborda os cuidados com doenças infecciosas em crianças

Crédito da foto: Freepik

Gripe, resfriado, catapora, coqueluche, bronquiolite, diarreia, sarampo, caxumba e rubéola são algumas das enfermidades mais recorrentes nos pequenos

Devido ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento, as crianças são mais propícias a contraírem gripe, resfriado, catapora, coqueluche, bronquiolite, diarreia por vírus (como rotavírus) e as doenças “exantemáticas”, tipo sarampo, caxumba e rubéola. O infectologista e professor do curso de Medicina da UNINASSAU Recife, campus Boa Viagem, Moacir Jucá, explica como os pais podem lidar com essas enfermidades nos pequenos.

“As doenças podem ser transmitidas por meio do contato com saliva, espirro, tosse, mãos sujas ou objetos contaminados. A criança pega muito em escola, creche e até em casa. Embora algumas enfermidades passem rápidas, outras podem ser perigosas e causar desidratação, pneumonia, convulsão por febre alta ou até internação. Em bebês e pequenos com imunidade baixa, o risco é maior”, destaca. 

O infectologista ainda ressalta os principais mitos existentes e espalhados por gerações. “Se estiver no frio, a criança não vai ficar doente, pois seus causadores são vírus e bactérias. Também é errado afirmar que antibiótico cura tudo, pois ele só funciona contra bactérias e a maioria das infecções nos pequenos é causada por vírus. Outra lenda é sobre uma vez tido a doença, não se pega novamente. Diferente da catapora, a gripe, o resfriado, a conjuntivite, as parasitas intestinais e as infecções por rotavírus e norovírus (gastroenterites virais) podem ser contraídos mais de uma vez”, declara.

Por fim, o especialista indica não se descuidar da diarreia, mesmo se for leve, devido ao risco de desidratação, especialmente em bebês. “Para tratar as doenças mais comuns, controle a febre, hidrate e deixe o pequeno em descanso. Antibiótico só se for infecção bacteriana – e quem decide isso é o médico. Não aposte na automedicação, mantenha a vacinação em dia, evite contato com pessoas doentes, deixe o ambiente arejado e incentive bons atos de higiene”, completa. 

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