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Terapia-alvo representa primeira inovação para o tratamento de gliomas de baixo grau em duas décadas¹
Rio de Janeiro, RJ (dezembro de 2025) – Pacientes brasileiros diagnosticados com um tipo de tumor cerebral conhecido como glioma difuso de baixo grau com mutação IDH 1/2 já podem ter acesso ao medicamento Voranigo® (vorasidenibe). Disponível em comprimidos de uso diário, o medicamento foi aprovado pela Anvisa em agosto deste ano e acaba de ter seu preço publicado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Com isso, o produto da farmacêutica Servier está oficialmente autorizado a ser comercializado no Brasil, mediante indicação médica, atendendo a uma população que ficou mais de 20 anos sem inovações para o tratamento e manejo dessa doença.
Indicado para adultos e adolescentes a partir dos 12 anos com astrocitomas ou oligodendrogliomas de baixo grau (grau 2), o medicamento é destinado a pacientes que já passaram por cirurgia e não possuem necessidade imediata de quimioterapia ou radioterapia. O vorasidenibe age bloqueando as enzimas IDH1 e IDH2 mutadas, responsáveis pela produção de substâncias que estimulam o crescimento de células tumorais. O tratamento é uma terapia-alvo e demonstrou resultados promissores no estudo clínico INDIGO, ao reduzir em 61% o risco de progressão da doença e retardar a necessidade de novas intervenções terapêuticas.
O glioma é um tipo de tumor que se desenvolve principalmente no cérebro e pode surgir de diferentes tipos de células gliais que circundam as células nervosas. A nova classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2021 considera três categorias de gliomas difusos do tipo adulto. O prognóstico desses tumores está intimamente ligado às mutações ou ausências delas, sendo a realização de testes laboratoriais para pesquisa da presença da mutação na enzima IDH essencial para o correto diagnóstico e tratamento desses pacientes.
Os gliomas difusos com mutações no IDH representam os tumores cerebrais malignos primários mais comuns diagnosticados em adultos com menos de 50 anos de idade. Sem tratamento, continuam a crescer e infiltrar o tecido cerebral normal. Entre os sintomas mais comuns estão alterações na função mental, convulsões, dificuldades da fala, fraqueza ou dormência em uma ou mais parte do corpo como dedos, pernas, ou até um lado do rosto, dores de cabeça persistentes, náusea e vômito. Até então, as opções de tratamento eram restritas principalmente à cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Com a chegada do vorasidenibe, os pacientes com glioma do tipo adulto com mutação de IDH grau 2 passam a contar com uma terapia-alvo, possibilitando o adiamento de novas intervenções mais invasivas.
Sobre a Servier
A Servier é um grupo farmacêutico global regido por uma fundação sem fins lucrativos, comprometido em gerar um impacto social significativo para os pacientes e contribuir para um mundo sustentável.
O modelo de governança único do Grupo garante sua independência, ao mesmo tempo em que estimula a inovação de longo prazo, com 100% dos lucros sendo reinvestidos no desenvolvimento da própria empresa.
Como líder mundial em cardiometabolismo e doenças venosas, a Servier impulsiona a inovação transformadora em condições crônicas por meio de uma abordagem holística, priorizando a adesão do paciente em todo o mundo. Sua ambição é tornar-se um dos principais atores em cânceres raros — por isso o Grupo investe fortemente em oncologia, destinando cerca de 70% de seu orçamento de P&D a essa área. Ao aproveitar os avanços da medicina de precisão, a Servier desenvolve terapias mais direcionadas e eficazes. Em todas as suas atividades e em cada etapa do ciclo de vida dos medicamentos, o Grupo integra a voz do paciente. Com sede na França, a Servier está presente em cerca de 140 países – entre eles o Brasil, onde atua há quase 50 anos. Em 2023-2024, o Grupo — que emprega mais de 22.000 pessoas em todo o mundo — alcançou uma receita de €5,9 bilhões.


