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A inteligência artificial é uma realidade nas escolas de todo mundo, porém no Brasil ainda falta diretrizes claras sobre seu uso
São Paulo, janeiro de 2026 – A inteligência artificial saiu do laboratório e entrou na sala de aula em escala global. Países como Coreia do Sul, China, Austrália e Estados Unidos já avançam para modelos em que a IA deixa de apoiar atividades pontuais e opera partes inteiras do processo de ensino. O apontamento está no relatório O Futuro da IA nas Escolas, feito pela Teachy, maior plataforma de inteligência artificial para professores do mundo. O levantamento foi feito com dados coletados em mais de 2.000 escolas brasileiras e comparações internacionais de políticas educacionais,
Na Coreia do Sul, o Ministério da Educação deu o primeiro passo para institucionalizar a personalização com os AI Digital Textbooks, livros didáticos inteligentes que se adaptam ao desempenho de cada aluno. Nos Estados Unidos, escolas-modelo como a Alpha School definem um papel diferente para o docente: parte do conteúdo é conduzida por plataformas adaptativas, enquanto o professor atua como mentor e tutor socioemocional. Austrália e China foram além e criaram diretrizes nacionais para orientar o uso responsável da IA, do currículo à formação de professores.
O Brasil começa a acompanhar esse movimento. Segundo o relatório da Teachy, a IA opera diretamente o fluxo de trabalho dos professores em diferentes redes escolares. Hoje, sistemas automatizados corrigem milhões de questões discursivas por mês e auxiliam na avaliação de redações no programa Redação SP, iniciativa da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo que atende mais de 570 mil alunos do 5° ano ao 3° do Ensino Médio em todas as regiões paulistas. O volume corrigido supera o que equipes humanas conseguiam processar anteriormente, reduzindo gargalos históricos e devolvendo resultados no ritmo da aprendizagem.
“A IA já está na sala de aula, a discussão agora é como usá-la com intencionalidade. Os países mais avançados colocaram formação docente e diretrizes claras no centro. O Brasil tem a chance de fazer o mesmo e garantir que cada hora recuperada se transforme em impacto real na aprendizagem”, afirma Pedro Siciliano, CEO da Teachy.
Apontamentos do relatório da Teachy
Apoio dos professores
Diferente e outras tecnologias, quase 80% dos professores do Brasil apoiam o uso da IA (22% concordam totalmente e 53% concordam com o uso da IA
Tempo, engajamento e personalização e acessibilidade
- 15 horas economizadas na semana
- 77% a mais de engajamento
- 60% apontam maior benefício em alunos com dificuldades
Economia de tempo para professores de todos os níveis escolares
- 15,3 horas por semana no ensino médio
- 15,7 horas por semana no ensino fundamental II
- 16,0 horas por semana no educação infantil
- 16,1 horas por semana no ensino fundamental II
Notas e engajamento
O relatório aponta um aumento de 81% nas notas dos alunos e um engajamento 77% maior por parte dos estudantes.
Acessibilidade
Outra característica extremamente importante apontada no relatório da Teachy é que alunos que mais precisam são os que mais se beneficiam com IA. Os professores responderam a seguinte pergunta: Você percebe maior impacto do uso da IA em quais grupos de alunos?
- 36% responderam que os alunos com dificuldades de aprendizagem são os mais beneficiados.
- 25% notaram melhoras no desempenho de alunos medianos
- 20% responderam que todos se beneficiam
- 11% alunos com alto desempenho
- 9% não perceberam diferença.
Apesar do avanço prático, o Brasil ainda não tem uma política nacional específica para IA na educação, enquanto Coreia, China e Austrália já trabalham com frameworks oficiais. Aqui, diretrizes como a BNCC oferecem apenas base conceitual, o que abre uma janela de oportunidade para liderar a organização dessa adoção.
Sobre a Teachy
Fundada em 2022 por Pedro Siciliano, ex-professor de Matemática e Física com MBA pela Universidade de Stanford, e por Fábio Baldissera, cofundador da PipeRun, a Teachy é a maior plataforma de inteligência artificial para professores do mundo, presente em 39 países, disponível em 19 idiomas e utilizada por mais de 3 milhões de docentes, impactando a vida de mais de 30 milhões de alunos. Criada com o propósito de democratizar o acesso à tecnologia, empoderar professores e reinventar o ensino, a plataforma reúne mais de 60 ferramentas de IA pedagógica que apoiam professores e escolas em todo o processo de ensino, desde o planejamento de aulas em segundos até a personalização de materiais, correção automática de provas e engajamento dos alunos com metodologias ativas. Única na América Latina com esse foco, a Teachy se diferencia por ser um ecossistema completo para o professor, construído para o contexto escolar, personalizando e apoiando o fluxo de trabalho docente, do planejamento à avaliação.
Em julho de 2023, recebeu um aporte pré-seed de R$8 milhões liderado pela NXTP, com participação da Roble Ventures, o maior investimento neste estágio já realizado em uma EdTech no Brasil. Em 2024, levantou uma Série A de US$7 milhões liderada pela Goodwater Capital e Reach Capital para acelerar sua expansão internacional, especialmente na América Latina e Ásia. Consolidada como referência global, a Teachy continua a impulsionar inovação educacional e a profissionalização do ensino em escala mundial.



