Crédito da foto: Pixabay
Estudo aponta que sistemas hídricos não voltarão aos níveis históricos; Soluções estruturais ganham protagonismo na segurança das cidades
Um novo relatório da Universidade das Nações Unidas (UNU), por meio do seu Institute for Water, Environment and Health (UNU-INWEH), afirma que o planeta entrou em uma era de falência hídrica global, na qual diversos sistemas de água já não conseguem retornar aos níveis históricos de disponibilidade. Esse cenário reforça a necessidade de soluções estruturais como o reuso de água para garantir segurança hídrica.
No estudo Global Water Bankruptcy: Living Beyond Our Hydrological Means in the Post-Crisis Era, a UNU-INWEH afirma que “o mundo ultrapassou uma crise hídrica e entrou em um estado de falência hídrica global”. O documento indica que a escassez deixou de ser um evento pontual para se tornar uma condição estrutural em várias regiões.
O estudo afirma que “as sociedades retiraram mais água do que o clima e a hidrologia podem fornecer de forma confiável” e alerta que, “em grande parte do mundo, o ‘normal’ deixou de existir”. Segundo os pesquisadores, os sistemas hídricos poderão não retornar aos seus patamares históricos.
Diante desse cenário, o relatório defende três movimentos estruturais: reduzir e reequilibrar a demanda em setores intensivos em água, proteger e buscar restaurar o capital natural hídrico – como rios, aquíferos e áreas úmidas — e abandonar a lógica de gestão de crises pontuais para adotar uma gestão de longo prazo baseada em limites reais de disponibilidade.
Da gestão de crises à gestão estrutural
Embora o relatório não mencione tecnologias específicas, ele defende uma reorganização estrutural dos sistemas de uso da água e a redução da pressão sobre fontes naturais, que por sua vez devem ser protegidas e até restauradas.
É justamente nesse ponto que soluções como o reuso ganham relevância prática. Ao utilizarmos a água reciclada em processos industriais e irrigação agrícola, é possível reduzir a pressão sobre mananciais estratégicos, preservar reservas naturais e reorganizar o uso do recurso dentro de uma lógica mais circular. Da mesma forma utilizar água reciclada de alta qualidade na recarga de mananciais e aquíferos, pode promover a adaptação necessária de cidades ou regiões aos novos ciclos hidrológicos e garantir a segurança hídrica para todos os fins, inclusive o abastecimento público, como já é praticado em países como Namíbia, África do Sul, Cingapura, Estados Unidos, e Espanha.
“O estudo da Universidade das Nações Unidas mostra que a escassez não é mais um evento isolado, mas uma tendência estrutural. Soluções como a reciclagem devem ser incorporadas à infraestrutura básica de saneamento como parte essencial da segurança hídrica das cidades, da indústria e da agricultura”, afirma Márcio José, CEO da Aquapolo Ambiental.
A Aquapolo Ambiental é o maior empreendimento de água reciclada voltado à indústria no Brasil, operando há 13 anos e garantindo a segurança hídrica para importantes clientes industriais na região do ABC Paulista. A tecnologia permite substituir parte da demanda por água potável em processos produtivos, aliviando a pressão sobre mananciais.
Com uma capacidade de produção de até 1m³ por segundo – uma das maiores no mundo, a Aquapolo mostra que é possível transformar o que antes era descartado em um insumo estratégico. O projeto evita o consumo de até 10 bilhões de litros de água potável por ano, ajudando a preservar represas e rios e tornando a região mais resiliente às mudanças climáticas.
A íntegra do relatório da UNU pode ser conferida por meio do link: https://collections.unu.edu/eserv/UNU:10445/Global_Water_Bankruptcy_Report__2026_.pdf
Sobre a Aquapolo Ambiental
A Aquapolo é resultado de parceria entre a GS Inima Industrial e a SABESP, desenvolvido como uma solução para gestão hídrica junto ao Polo Petroquímico de Capuava e indústrias da Região do ABC Paulista. Desde 2012, quando iniciou sua operação, o empreendimento já forneceu mais de 140 milhões de metros cúbicos de água de reuso, cujo volume seria suficiente para abastecer uma cidade de 300 mil habitantes pelo mesmo período de 13 anos. Leia mais sobre em: https://www.aquapolo.com.br/



