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13 de março de 2026

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Uma a cada dez mulheres 45+ desconhece a relação entre incontinência urinária, piora da constipação e menopausa

Crédito da foto: Freepik

Os sintomas geralmente são associados ao envelhecimento e ao estresse, porém são causados pela diminuição dos níveis de estrogênio no corpo

Uma a cada dez mulheres com mais de 45 anos desconhece a relação entre incontinência urinária, piora da constipação e menopausa, dizem os especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo. Apesar de os sintomas serem relatados, as mulheres suspeitam de que o envelhecimento e o estresse estão por trás do quadro. Os problemas podem ser minimizados ou superados com fisioterapia do assoalho pélvico e uso de terapia hormonal vaginal.

O fim da fase reprodutiva da mulher, a menopausa, costuma ocorrer a partir dos 45 anos. Nesse período, os níveis de estrogênio diminuem drasticamente, causando uma série de alterações químicas e físicas no corpo feminino. A musculatura pélvica, a mucosa vaginal e a uretra sofrem com a menor quantidade do hormônio no organismo, perdendo a resistência e a força naturais.

A perda de força e da elasticidade da musculatura pélvica compromete a continência urinária, facilitando escapes do líquido. O quadro pode ser de urgência ou de esforço. O primeiro caso se caracteriza pela perda de urina em pequena ou grande quantidade, jato fraco e desejo súbito de ir ao banheiro; já o segundo ocorre em consequência do aumento da pressão abdominal, seja por atividade física intensa, crises de tosse ou esforço excessivo na evacuação.

Outra situação agravada é a constipação. A perda da força e da firmeza da musculatura pélvica piora a dificuldade de evacuar devido à falta de controle dos músculos daquela região.

A ginecologista do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, Emybleia Meneses, comenta que perder urina ao tossir e ao espirrar é uma situação comum entre as mulheres na menopausa. “A diminuição do tônus da musculatura pélvica facilita esse quadro. O excesso de esforço para evacuar também piora os sintomas, porque os músculos daquela região já estão debilitados”, acrescenta.

Estão mais propensas a lidar com a incontinência urinária e a piora da constipação durante a menopausa mulheres que tiveram múltiplos partos vaginais – principalmente de bebês grandes –, obesas, sedentárias, que realizaram cirurgias pélvicas ou que tenham histórico dos problemas na família.

O tratamento mais comum para a incontinência urinária e a piora da constipação em mulheres na menopausa é a fisioterapia de fortalecimento do assoalho pélvico. O acompanhamento é dividido em dois momentos: no primeiro, realiza-se o exame de toque para identificação de alterações físicas e orientação sobre a musculatura da região; no segundo, ocorrem os exercícios para obtenção de controle muscular.

Os resultados da fisioterapia do assoalho pélvico são obtidos logo no primeiro mês de realização dos exercícios. O tratamento reduz o volume e a quantidade de escapes de urina e facilita a evacuação, além de melhorar a qualidade do sono e a libido, pois as mulheres têm menos interrupções durante o descanso e sentem-se mais confiantes ao superar a incontinência urinária.

De acordo com a fisioterapeuta do Iamspe, Patrícia Skrotzky, o conhecimento corporal é essencial para tratar o problema. “As mulheres não conhecem o poder da musculatura pélvica e se surpreendem com os resultados dos exercícios. Em média, 80% das pacientes em acompanhamento melhoram dos sintomas após trinta dias da primeira orientação”, comenta. Os problemas também podem ser tratados com terapia hormonal vaginal, ingestão de alimentos ricos em fibras, realização de atividade física e perda de peso.

Sobre o Iamspe

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) é o sistema de saúde do servidor público estadual. Com uma rede de assistência própria e credenciada presente em mais de 158 municípios prestadores, o Iamspe oferece atendimento a 1,07 milhão de pessoas, entre funcionários públicos estaduais e seus dependentes.

São 20 milhões de procedimentos realizados em sua rede hospitalar, que conta com 642 clínicas e consultórios; 135 laboratórios de análises clínicas, imagem e fisioterapias; 78 hospitais gerais e especializados e 21 hospitais e serviços referenciados nos credenciados, além de um hospital próprio. 

O efetivo do Iamspe atualmente conta com 6,3 mil servidores e colaborares.  O Iamspe é um órgão do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Gestão e Governo Digital (SGGD).

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