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18 de março de 2026

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Crescimento do trabalho por aplicativos impulsiona surgimento de novas plataformas de mobilidade

Crédito: Divulgação HOOH

Com mais de 1,7 milhão de brasileiros atuando em apps, mercado começa a ver diversificação de plataformas e novos modelos de operação

Brasil, março de 2026 – O avanço do trabalho mediado por aplicativos no Brasil começa a redesenhar o mercado de mobilidade urbana. Com o aumento do número de motoristas e a ampliação da concorrência entre plataformas, surgem novas iniciativas que buscam disputar espaço em um setor historicamente dominado por grandes empresas de tecnologia. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 1,7 milhão de brasileiros trabalhavam por meio de plataformas digitais em 2024, crescimento de 25,4% em relação a 2022. Desse total, 58,3% atuam no transporte de passageiros, o que mostra o peso dos aplicativos de mobilidade dentro da chamada economia de plataformas.

O setor é liderado por empresas como Uber e 99, que consolidaram o modelo de intermediação digital de corridas nas grandes cidades brasileiras. Nos últimos anos, no entanto, parte dos motoristas tem buscado alternativas diante de discussões sobre taxas cobradas pelas plataformas, mudanças nos algoritmos de remuneração e menor previsibilidade de ganhos. Esse cenário abre espaço para o surgimento de novos aplicativos que tentam se posicionar com modelos diferentes de operação. Entre eles está a HOOH, plataforma brasileira de mobilidade urbana criada em Curitiba, que aposta em tecnologia própria e em uma estratégia focada em maior proximidade com motoristas e passageiros.

“A mobilidade urbana é um serviço essencial nas cidades e ainda existe espaço para inovação no setor. Quando novas plataformas surgem, o mercado se torna mais competitivo e isso tende a gerar benefícios para motoristas e usuários”, destaca Roger Duarte, CEO do HooH. Para especialistas em economia digital, o crescimento de aplicativos alternativos faz parte de uma fase de amadurecimento do setor no país. “Após uma década de forte expansão liderada por grandes empresas globais, o mercado começa a ver o surgimento de plataformas regionais e modelos de negócio adaptados a realidades locais”, ressalta Duarte.

Além da concorrência entre empresas, o avanço do trabalho mediado por plataformas também amplia o debate sobre o futuro do trabalho digital. Segundo o IBGE, a maior parte dos profissionais que atuam em aplicativos trabalha de forma autônoma, o que levanta discussões sobre regulação, direitos trabalhistas e sustentabilidade econômica desse modelo. “Acredito que a chegada de novas plataformas e propostas de mobilidade pode indicar uma nova etapa de evolução do setor no Brasil, marcada pela diversificação de aplicativos e pela busca por modelos de operação mais equilibrados dentro da economia digital”, completa Duarte.

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