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Implantação de política pública chegou a zerar os casos em Iguatu em 2024
Em 2021, o município de Iguatu, no Ceará, foi um dos escolhidos para participar do programa “Sífilis, Não”, iniciativa articulada por Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde e Universidade Federal do Rio Grande do Norte como parte de uma estratégia para enfrentar a epidemia da doença no Brasil, declarada cinco anos antes. Os dados epidemiológicos locais — com alta incidência de sífilis congênita e baixa incidência de diagnósticos de sífilis gestacional — sugeriam uma provável subnotificação.
À frente da Atenção Primária à Saúde em Iguatu estava a enfermeira e gestora Fideralina Rodrigues de Alburquerque, então com apenas 36 anos. Após intenso trabalho de compilação de dados de prontuários, rastreamento de casos e tratamento de gestantes infectadas, o município conseguiu resultados excelentes, que valeram o Selo Prata de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical da Sífilis, concedido pelo Ministério da Saúde, chegando mesmo a zerar os casos congênitos em 2024.
Fideralina transformou essa experiência em uma pesquisa de mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Gestão da Clínica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), concluída em 2023. Na pesquisa, ela realizou uma análise epidemiológica dos casos de sífilis gestacional e congênita no município ocorridos entre maio de 2019 e abril de 2023. Entre as conclusões da pesquisa, estão a melhoria em indicadores como maiores proporções de diagnósticos confirmados ainda no primeiro trimestre gestacional e de tratamentos realizados de forma adequada. Uma reportagem do Instituto da Cultura Científica da UFSCar conta em mais detalhes o trabalho de enfrentamento à sífilis em Iguatu, a pesquisa que resultou dele e a trajetória de Fideralina, desde a infância em condições modestas na zona rural do município cearense de Catarina até o sucesso como gestora em saúde.



