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22 de abril de 2026

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Campanha busca combater o preconceito e enfatizar sobre a importância do diagnóstico do autismo ainda na infância

Crédito da imagem: Freepik

A campanha Abril Azul busca dar visibilidade e notoriedade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). De acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2,4 milhões (1,2% da população) possuem autismo. A Sociedade Brasileira de Pediatria explica que o TEA é um transtorno de desenvolvimento neurológico, tendo como características dificuldade de comunicação e interação social e presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. 

Os sinais de alerta costumam ser percebidos nos primeiros meses de vida e o diagnóstico do especialista é estabelecido por volta dos 2 ou 3 anos de idade, sendo totalmente clínico. Ele também pode acontecer aos 12 meses de idade. Em seguida, são realizadas algumas etapas, como entrevistas com os pais ou até com a própria pessoa com autismo. Quando adulto, é preciso relatar as questões, o histórico de desenvolvimento e vida, os hábitos comportamentais e a interação social, por meio da observação clínica direta”, afirma a psicóloga e professora do curso de Psicologia da UNINASSAU Paulista, Liliane Neves.  

O TEA não se trata de uma deficiência e tem três níveis de classificações, com base no grau de apoio que um indivíduo necessita em sua rotina diária. Eles são determinados pela gravidade dos sintomas e pelo impacto deles na comunicação, interação social e participação de atividades. Diante disso, a especialista detalha cada um:

  • Suporte 1: conhecido como autismo de alto funcionamento, representa indivíduos que precisam de apoio mínimo;
  • Suporte 2: engloba pessoas que necessitam de apoio mais substancial, com dificuldades acentuadas em interações sociais e comunicação;
  • Suporte 3: envolve quem precisa de assistência e apoio substanciais em todas as áreas da vida por possuírem dificuldades graves na comunicação social, chegando a ter a fala limitada ou nenhuma.

A especialista ressalta a importância do diagnóstico ainda na juventude para uma melhor forma de tratamento e terapia adequada. “Identificar sinais desde cedo permite compreender melhor as necessidades de cada pessoa, respeitando suas particularidades e potencialidades. Se esse acompanhamento começar cedo, maiores são as possibilidades de promover autonomia, qualidade de vida e inclusão, tanto para o jovem quanto para sua família. O laudo não pode ser visto como um rótulo, mas uma ferramenta capaz de oferecer intervenções mais adequadas, terapias personalizadas e estratégias que favorecem os desenvolvimentos emocional, social e cognitivo”, acrescenta a psicóloga Liliane. 

Vale destacar que existem leis fundamentais garantindo direitos para as pessoas com o espectro. Por exemplo, a Lei Berenice Piana, de 2012, instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos das Pessoas com Autismo, assegurando saúde, educação, assistência social, prioridades, acessibilidade e trabalho. 

Iniciativa nacional em alusão ao Abril Azul Neste sábado (25), todas as Instituições da Companhia Ser Educacional – UNINASSAU, UNAMA, UNG, UNI7, UNINORTE e UNIFAEL – realizam o evento “Cuidando do Cuidador”, do Núcleo de Atenção ao Transtorno do Espectro Autista (NATEA). Na ação, são oferecidos serviços de saúde e atendimentos especializados para responsáveis por crianças com autismo, que serão acolhidas durante as iniciativas.

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