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25 de abril de 2026

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A união de duas mulheres negras leva o “Modativismo” ao Prêmio Jabuti

Crédito: Divulgação

Com curadoria de Ana Paula Xongani, a obra da artista e pesquisadora Carol Barreto une moda e ativismo e é finalista do maior prêmio da literatura brasileira. 

O livro “Modativismo: Quando a moda encontra a luta”, produzido pela Editora Paralela e Companhia das Letras em 2024 é finalista do Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira. A obra nasceu da luta feminista e antirracista e reivindica o poder da moda não apenas como expressão estética, mas como discurso político e ferramenta de transformação social.
 

Escrito pela artista, professora e pesquisadora Carol Barreto, o livro traz reflexões, análises e provocações sobre quem faz moda, para quem e por quê, ampliando a compreensão da moda como campo acadêmico, artístico e social. A escritora, que conceituou o termo Modativismo em tese de doutorado que inspirou o livro, enxerga a indicação como uma vitória coletiva, especialmente para grupos minorizados que sustentam esse campo profissional.
 

“A moda ainda é desconsiderada como um campo de produção científica, pelo pouco aprofundamento que as pessoas têm do assunto, até mesmo nas Universidades. Como mulher negra, analiso e crio moda autoral como arte e como forma de produção discursiva e esta é oriunda de atos de resistência da minha ancestralidade”, afirma Barreto.
 

A Companhia das Letras investe nesse movimento de promover parcerias curatoriais com pessoas que transitam em áreas para além de uma literatura mais tradicional e estritamente acadêmica. Para este livro, a curadoria foi realizada pela Ana Paula Xongani, apresentadora, comunicadora e produtora de conteúdo digital, que também possui mais outras quatro curadorias com a editora.
 

“A minha história com a Companhia das Letras é antiga, desde 2020 nos conectamos para dar protagonismo para mais artistas negros do nosso país e promover discussões mais profundas sobre nossa sociedade. Fiquei surpresa e muito feliz com essa indicação, pois realmente foi um trabalho produzido com muito estudo, qualidade e amor pela literatura”, comenta Xongani.
 

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