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27 de abril de 2026

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Alfabetização ecológica ganha força como resposta educativa às crises ambientais no Brasil

Foto: Freepik

A intensificação das crises climática, hídrica e alimentar no Brasil tem ampliado a urgência por respostas estruturantes no campo da educação. Em um cenário onde 4,1% da população brasileira ainda enfrenta fome grave e eventos extremos,  como os deslizamentos no Litoral Norte de São Paulo e as inundações no Sul do país, se tornam mais frequentes, cresce o reconhecimento da alfabetização ecológica como uma abordagem essencial para formar cidadãos conscientes e preparados para lidar com os desafios do século XXI. Mais do que ensinar sobre o meio ambiente, essa proposta convida crianças e educadores a desenvolverem uma percepção mais sensível e integrada sobre os sistemas naturais e as relações de interdependência que sustentam a vida.

Em São Sebastião, município afetado diretamente por desastres ambientais, a Prefeitura tem investido na formação de professores da rede municipal para a adoção da alfabetização ecológica nas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs). Em junho, a Secretaria de Educação promoveu um encontro com a Astera Socioambiental, organização parceira responsável por conduzir oficinas práticas com base nessa metodologia. Durante a formação, foram abordados temas como o tripé criança–natureza–educação, a ecologia como base para o pensamento pedagógico regenerativo e propostas de dinâmicas aplicáveis no cotidiano escolar, como a Jornada Atequenfim, que utiliza o ciclo de vida da borboleta como fio condutor para experiências sensíveis e educativas com os alunos.

Para Paula Mazzola, educadora socioambiental e CEO da Astera, a alfabetização ecológica representa uma virada de chave para a educação contemporânea. “A alfabetização ecológica é essencial para transformar o caminho da humanidade. Ela é estratégica para reconectar cada pessoa com a sua própria natureza e com os princípios que sustentam a vida. Quando entendemos esse funcionamento, conseguimos agir com mais consciência e colocar nossos dons e talentos a serviço de uma sociedade regenerativa”, afirma. Segundo a especialista, essa abordagem também tem potencial para influenciar políticas públicas, fomentar o consumo consciente e abrir caminhos para uma cultura de inovação sustentável.

Sobre a Astera

A Astera é um hub de impacto que conecta capital, conhecimento e comunidades para gerar transformação positiva. Criada em 2023, une as visões da agroecologia e da educação para formar lideranças e desenvolver projetos regenerativos. Sua primeira iniciativa de grande impacto é em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, que busca deixar um legado de abundância e resiliência para a Mata Atlântica e suas comunidades. 

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