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26 de abril de 2026

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Asfixia perinatal ainda é uma das principais causas de mortalidade neonatal no Brasil

Crédito: Freepik

No Mês Nacional de Prevenção da Asfixia Perinatal, conhecido como Setembro Verde Esperança, a ONG Prematuridade.com destaca a relevância da conscientização, do acompanhamento pré-natal e de protocolos adequados no parto

Setembro 2025 – O Mês Nacional de Prevenção da Asfixia Perinatal, conhecido como Setembro Verde Esperança, tem como objetivo ampliar a conscientização sobre um problema de saúde pública que ainda impacta milhares famílias no Brasil e no mundo. A asfixia perinatal ocorre quando o bebê não recebe oxigênio suficiente antes, durante ou logo após o parto, podendo causar danos neurológicos irreversíveis, sequelas motoras e cognitivas ou até levar ao óbito.
 

De acordo com as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), a asfixia perinatal está entre as três principais causas de mortalidade neonatal – representando aproximadamente 23% dos óbitos de recém-nascidos globalmente -, ao lado de complicações da prematuridade e de infecções. No Brasil, estima-se que cerca de 20.000 bebês por ano nasçam com falta de oxigenação cerebral e, segundo dados do Ministério da Saúde, o problema ainda representa uma das maiores causas de mortes evitáveis.
 

A ONG Prematuridade.com, referência nacional no apoio às famílias de prematuros e na defesa de políticas públicas para saúde neonatal, reforça que a prevenção da asfixia perinatal exige um conjunto de ações integradas, que começam no pré-natal e seguem no parto e no atendimento imediato do bebê.
 

“Muitos casos de asfixia perinatal poderiam ser evitados com o monitoramento adequado da gestante, acesso a exames, ambientes hospitalares equipados e profissionais de saúde devidamente qualificados. A conscientização é um passo fundamental para reduzir esses índices e proteger nossas crianças”, afirma a diretora-executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Suguitani.
 

Além do risco imediato à vida do bebê, a asfixia perinatal pode provocar sequelas graves, como paralisia cerebral, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldades cognitivas e problemas de aprendizagem. Para as famílias, isso representa uma jornada de cuidados contínuos, com necessidade de acompanhamento multidisciplinar, terapias e suporte social.
 

Ainda segundo Denise, investir em qualificação e protocolos padronizados faz toda a diferença: “É fundamental que equipes obstétricas e neonatais estejam preparadas para agir rapidamente em situações de risco. Pequenos minutos sem oxigenação adequada podem determinar o futuro da vida de uma criança. A prevenção salva vidas e reduz impactos sociais e econômicos para toda a família”, reforça.
 

A data também é uma oportunidade para discutir políticas de saúde voltadas à gestação segura, humanização do parto e fortalecimento das maternidades e UTIs neonatais no Brasil. A ONG Prematuridade.com ressalta a importância da ampliação do acesso a serviços de qualidade, da promoção de campanhas educativas e da inclusão da asfixia perinatal nas agendas de saúde materno-infantil.
 

Sobre a ONG Prematuridade.com – A Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com, é a única organização sem fins lucrativos dedicada, em âmbito nacional, à prevenção do parto prematuro e à garantia dos direitos dos prematuros e de suas famílias. A ONG é referência para ações voltadas à prematuridade e representa o Brasil em iniciativas e redes globais que visam o cuidado à saúde materna e neonatal. A organização desenvolve ações políticas e sociais, bem como projetos em parceria com a iniciativa privada, tais como campanhas de conscientização, ações beneficentes, capacitação de profissionais de saúde, colaboração em pesquisas, aconselhamento jurídico e acolhimento às famílias, entre outras.

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