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Para neuropedagoga, educadores precisam estar preparados para enfrentar desafios e criar oportunidades para todas as crianças
A estimativa é que de 15 a 20% da população mundial seja neurodivergente. No Brasil, o IBGE pesquisa a neurodivergência junto a outras deficiências, totalizando, segundo pesquisa de julho/2023 (PNAD), um total de 18,9 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. É importante ressaltar a importância da capacitação dos professores quando se trata de identificar e lidar com alunos neurodivergentes.
Segundo Mara Duarte, neuropedagoga e gestora da Rhema Neuroeducação, os educadores precisam estar preparados para saber lidar com as particularidades de cada aluno. “O profissional deve encontrar formas que viabilizem a experiência pedagógica e social do aluno, e só é possível fazer isso de forma prática sabendo identificar e lidar positivamente com as neurodivergências”, afirma.
Para Mara, os professores que desejam trabalhar bem o processo de inclusão em sala de aula precisam investir em formação profissional para poder oferecer o melhor aos alunos. “A capacitação adequada dos professores ajuda a proporcionar uma experiência produtiva para ambos os lados. Afinal, se um lado aproveita para aprender com as estratégias mais adequadas, o outro pode impulsionar o trabalho com todas as práticas disponíveis”, diz ela.
No caso de inclusão do aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por exemplo, a gestora da Rhema Neuroeducação enfatiza que a formação dos professores têm uma relação bem próxima. “Isso acontece a partir do momento em que o aproveitamento escolar das crianças com autismo depende diretamente do domínio dos educadores. Além disso, nada melhor que impulsionar o desempenho pedagógico dos pequenos com estratégias pontuais”, explica.
Outro exemplo está relacionado a crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) que, segundo Mara, precisam de estratégias específicas para obter um melhor desempenho no contexto escolar. “Quando o professor sabe usar os métodos certos é possível melhorar a capacidade atencional e diminuir os prejuízos que os comportamentos hiperativos causam. Por consequência, será mais fácil para a criança aprender o conteúdo ensinado”, exemplifica.
Mara também ressalta outra necessidade de capacitação, que é a de todo professor aprender libras. “Libras é essencial para garantir uma educação inclusiva e acessível para todos os alunos. Quando os professores aprendem, eles se capacitam para se comunicar efetivamente com alunos surdos, garantindo que esses alunos tenham acesso pleno ao conteúdo escolar e possam participar ativamente das atividades em sala de aula”, finaliza.
Sobre Mara Duarte da Costa
Mara Duarte da Costa é neuropedagoga, psicopedagoga, diretora pedagógica da Rhema Neuroeducação. Além disso, atua como mentora, empresária, diretora geral da Fatec e diretora pedagógica e executiva do Grupo Rhema Neuroeducação. As instituições já formaram mais de 80 mil alunos de pós-graduação, capacitação on-line e graduação em todo o Brasil. Para mais informações, acesse instagram.com/maraduartedacosta.
Sobre a Rhema Neuroeducação
A Rhema Neuroeducação foi criada por Fábio da Costa e Mara Duarte da Costa há mais de 15 anos com o objetivo de oferecer conhecimento para profissionais da educação e pessoas envolvidas no processo do desenvolvimento infantil, tanto nas áreas cognitivas e comportamentais, quanto nas áreas afetivas, sociais e familiares. A empresa atua em todo o Brasil e em mais de 20 países, impactando a vida de milhões de pessoas pelo mundo com cursos de graduação, pós-graduação, cursos de capacitação e eventos gratuitos. Para mais informações, acesse o site https://rhemaneuroeducacao.com.br/.