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05 de março de 2026

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Com 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil, tecnologia integrada pode reduzir atrasos no diagnóstico

Crédito da foto: Freepik

Falta de integração entre exames e histórico médico ainda atrasa o diagnóstico precoce, aponta especialista

O Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O volume crescente reforça um dos principais desafios da oncologia no país: o diagnóstico tardio, que reduz as chances de cura, aumenta a mortalidade e eleva os custos do sistema de saúde.

Especialista da Pixeon, healthtech brasileira especializada em tecnologia para gestão e integração de dados em saúde, aponta que o problema não está apenas na oferta de exames, mas na fragmentação da jornada do paciente. Etapas como consulta inicial, realização de exames, emissão de laudos e encaminhamento ao especialista ainda operam, muitas vezes, de forma desconectada, o que pode gerar atrasos de semanas ou até meses para a definição clínica.

Para Iomani Engelmann, CEO da Pixeon, a falta de interoperabilidade entre sistemas é um dos principais entraves para o diagnóstico precoce. “Quando informações clínicas, laboratoriais e de imagem não conversam entre si, o processo fica mais lento e sujeito a falhas. Tecnologias integradas podem encurtar significativamente o tempo entre a realização do exame e a decisão médica. Em doenças como o câncer, esse ganho de tempo impacta diretamente o prognóstico do paciente”, afirma.

A detecção precoce depende, em muitos casos, da análise conjunta de diferentes fontes de informação. Exames de imagem são essenciais para identificar tumores em estágios iniciais, como nos casos de câncer de mama, pulmão e colorretal. Já exames laboratoriais podem revelar alterações bioquímicas antes mesmo do surgimento de sintomas, por meio de marcadores tumorais.

De acordo com o executivo, plataformas integradas permitem que equipes multidisciplinares tenham acesso rápido e unificado ao histórico do paciente, eliminando silos de informação e possibilitando análises mais completas ao longo do tempo. “Quando os dados são acompanhados de forma longitudinal, é possível identificar padrões e sinais precoces que poderiam passar despercebidos em sistemas isolados”, explica. Diante do aumento da incidência da doença, Engelmann avalia que a digitalização e a interoperabilidade deixam de ser um diferencial e passam a ter papel estratégico nas políticas de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce do câncer.

Sobre a Pixeon
Fundada em 2003, em Florianópolis (SC), a Pixeon é uma das principais empresas brasileiras de tecnologia para a saúde. Com mais de 3.000 clientes, a companhia integra o grupo Vela LatAm, uma das divisões da canadense Vela Software. A Pixeon impacta mais de 50 milhões de pacientes por ano com soluções digitais de ponta a ponta para clínicas, hospitais e centros de diagnóstico. Em seu portfólio estão plataformas como o premiado sistema PACS Aurora, eleito quatro vezes o melhor da América Latina pelo KLAS Research. Além de presença consolidada em todo o Brasil, a Pixeon já atende dezenas de instituições na Argentina, Uruguai e Peru, ampliando sua atuação internacional e reforçando sua posição como referência em tecnologia e eficiência para a saúde na América Latina.

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