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Segundo o advogado Roberto Figueiredo, acordos prévios são essenciais para que famílias em guarda compartilhada vivam o período festivo com foco no bem-estar das crianças
O período de festas de final de ano costuma ser especial para muitas famílias, mas também pode gerar dúvidas e desafios para pais divorciados ou separados que vivem a dinâmica da guarda compartilhada. Entre férias escolares, ceias, viagens e encontros com diferentes núcleos familiares, é comum surgir a necessidade de ajustes na rotina e de acordos claros para evitar conflitos e garantir o bem-estar das crianças.
“Essa época costuma exigir mais diálogo e organização dos pais, justamente porque envolve expectativas emocionais e datas simbólicas para toda a família”, afirma Roberto Figueiredo, especialista em Direito Civil e sócio do escritório Pedreira Franco e Advogados Associados.
De acordo com a legislação brasileira, não há um modelo único e obrigatório para dividir as datas festivas. A prática mais comum é alternar os anos: em um ano, a criança passa o Natal com um dos responsáveis e o Ano-Novo com o outro; no ano seguinte, ocorre a troca. Em situações em que os pais vivem perto e mantêm boa comunicação, também é possível dividir o dia, com a ceia com um responsável e o almoço de Natal com o outro. Tudo depende do que for viável e do que melhor atenda ao interesse do menor. “O critério central é sempre o princípio do melhor interesse da criança. A divisão deve ser pensada para minimizar o estresse e evitar deslocamentos excessivos”, explica Roberto.
O especialista ainda reforça a importância de acordos prévios, preferencialmente por escrito, mesmo quando a relação entre os pais é amistosa. Planejar antecipadamente previne mal-entendidos, facilita a organização das famílias e reduz tensões típicas dessa época. “Quando os pais conversam com antecedência e estabelecem regras claras, a chance de conflitos diminui drasticamente. A comunicação respeitosa é o elemento-chave para garantir que todos vivam esse período de forma mais leve”, destaca o advogado.
Para que as festas sejam tranquilas, recomenda-se priorizar a estabilidade emocional das crianças, evitar disputas e não envolver os pequenos em decisões ou pressões. Caso imprevistos surjam, o ideal é flexibilizar dentro do possível, sempre colocando as necessidades dos filhos em primeiro lugar.



