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Presente na região Norte há oito décadas, o Banco da Amazônia terá a oportunidade de mostrar ao mundo, na Green Zone da COP 30 de Belém, o que os brasileiros e mais precisamente os moradores da região já sabem: o compromisso da instituição com o desenvolvimento econômico e sustentável. Mais do que isso. Com um pavilhão na Green Zone, a instituição promoverá debates, mesas-redondas e palestras sobre os temas em discussão na Conferência Climática, sempre seguindo a temática oficial.
Entre os assuntos estão, fomento da bioeconomia, financiamento sustentável, energia limpa, infraestrutura verde e inclusão, entre outros.
“Fazemos negócios na Amazônia há 83 anos. Sabemos como fazer e conhecemos todas as dificuldades inerentes de nossa atividade. Nosso grande legado e objetivo é destravar a captação de recursos para juntar aos atuais fundings que permitam continuar o desenvolvimento da Amazônia”, declarou o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa.
Esse papel de fomento é reforçado pelos números já apresentados pela instituição ao longo do ano. Somente nos seis primeiros meses de 2025, o Banco da Amazônia aplicou R$ 5,6 bilhões em “Linhas Verdes”, um crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.
Desafios
Um dos temas em debate – e que esteve em alta na Cúpula de Líderes, evento que antecedeu a abertura oficial da Conferência – é a transição energética. O Banco pretende promover, junto a autoridades nacionais e internacionais, setor produtivo, terceiro setor e sociedade como um todo, um debate sobre os desafios dessa transformação, com foco nas potencialidades da Amazônia para liderar a geração de energia renovável e soluções descentralizadas, conectando políticas públicas, inclusão, investimentos e inovação tecnológica.
Mais do que a transição energética, a intenção é contribuir para a elaboração de uma Política Energética Nacional, utilizando fontes renováveis presentes na própria região amazônica (solar, biomassa, gás natural de transição e biocombustíveis). Isso pode acelerar projetos de descarbonização e inovação tecnológica fruto de parcerias entre empresas, governos e bancos de fomento, beneficiando os moradores da região, inclusive os habitantes de comunidades isoladas.
Outro tema importante é a bioeconomia, como fomentá-la e dar escala à produção. “Queremos discutir bioeconomia, com base na imensa diversidade de produtos que podemos extrair de nossa região e exportá-los para o mundo. Isso vai gerar renda e emprego para a população, aumentando o poder de inclusão social”, afirmou o presidente Lessa.
Porque, segundo ele, o desenvolvimento econômico passa não só pelos grandes grupos econômicos, mas, sobretudo, pelos pequenos e médios produtores, tão presentes na região amazônica. “É preciso olhar para a cadeia produtiva, com financiamentos destinados desde os pequenos agricultores familiares, como o Pronaf, até os recursos do Fundo Constitucional do Norte do qual o Banco é o gestor. Além disso, entramos com toda a expertise de assistência técnica para melhorar manejo e qualidade dos produtos”, prosseguiu Lessa.
Os eventos do Banco incluem ainda temas cruciais para região, o Brasil e o mundo como estabelecer modelos sustentáveis de infraestrutura que conciliem mobilidade, energia, logística e conectividade, ao mesmo tempo em que reduzem emissões, restauram ecossistemas e beneficiam comunidades locais. “Queremos discutir como integrar soluções baseadas na natureza em projetos de infraestrutura, promovendo modelos de logística verde e conectividade sustentável na Amazônia”, prosseguiu Lessa.
Mas o Banco não ficará apenas no debate, a programação inclui exemplos de sucesso e cases que deram certo com o apoio da instituição. “Nós apresentaremos os projetos prontos e a arquitetura financeira para executá-los”, finalizou Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia. E de que forma é esse como? A mensagem é clara: o capital global precisa de um parceiro local, com governança e capilaridade para fazer o investimento chegar na ponta, seja em um grande projeto de energia ou no microcrédito para a agricultura familiar.
Agenda
A agenda começa nesta segunda-feira pela manhã já na abertura da COP, à convite do presidente Lula. Já o diretor de crédito do Banco da Amazônia, Roberto Schwartz, inicia a agenda com a participação – às 11h – no painel “Soluções Logísticas para o Desenvolvimento Regional”, que será realizado na Estação do Desenvolvimento, na Green Zone.
À tarde será a abertura oficial do pavilhão do Banco na Green Zone às 15h com toda a diretoria da instituição e convidados. Na sequência, o presidente Luiz Lessa participa do debate “Economia Circular: Transformando Resíduos em Recursos” promovido pela Fiepa e pela CNI no espaço a Confederação na Blue Zone.
A programação completa do Banco da Amazônia na COP 30 está disponível neste link: Link



