Pedro Plastino, especialista em negócios climáticos / Foto: Divulgação
Prevista para acontecer entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém do Pará, a COP30 será a primeira conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas sediada na Amazônia. Apesar da relevância simbólica e estratégica do evento, a mobilização no Brasil ainda é limitada, tanto por parte da população quanto de empresas e marcas que atuam com temas de sustentabilidade.
Para Pedro Plastino, especialista em negócios climáticos, esse descolamento entre a conferência e o debate público representa uma oportunidade desperdiçada: “O desconhecimento da COP pela população brasileira é muito ruim para o Brasil como sociedade e como país. O Brasil é a Arábia Saudita dos créditos de carbono. Temos um ativo ambiental enorme, que pode ser usado para quitar parte do nosso passivo social. Mas isso só acontece com o engajamento da população e pressão sobre governos e empresas”, afirma.
Com o objetivo de mapear esse cenário, a agência And,All lançou o estudo “Termômetro das Redes: COP30 Amazônia”, em parceria com a Polis Consulting e a P&R Comunicação Estratégica. O levantamento analisa o comportamento digital em torno do evento e mostra que a COP30 ainda não entrou no radar da sociedade brasileira. Os dados indicam baixa presença nas redes sociais e pouco engajamento de marcas, influenciadores e veículos de comunicação.
O executivo também reforça a importância da comunicação como instrumento de mobilização social. “O país é movido pela sua população. Nós, que trabalhamos com clima, temos que ser cada vez mais proeminentes, estar na mídia, fazer discursos. Ainda temos tempo, mas ele está passando.”
Com pouco mais de quatro meses até a conferência, a COP30 representa uma chance histórica de reposicionar o Brasil no debate climático global. Para isso, será necessário ampliar o engajamento desde já, com estratégia, informação e protagonismo coletivo.



