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05 de março de 2026

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Dia da Internet Segura: especialista aponta os principais riscos digitais e como proteger seus dados

Crédito da imagem: Freepik

Com golpes cada vez mais sofisticados, Bruno Telles, CCO da BugHunt, alerta que hábitos básicos seguem decisivos para reduzir riscos para usuários e empresas

Com a sofisticação crescente dos golpes digitais e o uso cada vez mais frequente da inteligência artificial para fins maliciosos, práticas simples continuam sendo a principal linha de defesa para usuários e empresas. Para marcar o Dia da Internet Segura, celebrado em fevereiro, Bruno Telles, CCO da BugHunt, chama atenção para os riscos mais comuns no ambiente digital e compartilha orientações práticas para reduzir a exposição a fraudes e vazamentos de dados.

“Hoje, a maioria dos ataques não se origina em falhas técnicas, mas em vulnerabilidades humanas. Agentes mal-intencionados exploram senso de urgência, confiança e distração para induzir erros. Por isso, ajustes simples de comportamento têm impacto direto na redução de riscos”, afirma o executivo.

Para ajudar usuários e empresas a se protegerem, Telles destaca medidas simples que já reduzem significativamente a exposição a golpes e incidentes de segurança:

  • Ative a autenticação em dois fatores sempre que disponível;
  • Use senhas únicas e fortes, de preferência com o apoio de gerenciadores de senha;
  • Desconfie de links, anexos e pedidos urgentes, mesmo que parecem vir de contatos conhecidos;
  • Mantenha sistemas, aplicativos e dispositivos sempre atualizados;
  • Evite redes Wi-Fi públicas para acessar contas bancárias ou informações sensíveis;
  • Empresas devem investir em treinamento contínuo, controle de acessos e manter backups testados regularmente.

Golpes mais comuns e o papel da inteligência artificial

No Brasil, os principais riscos digitais enfrentados por usuários comuns envolvem golpes financeiros, roubo de contas e vazamentos de dados, especialmente por meio de infostealers (software malicioso criado para roubar informações confidenciais) e aplicativos de mensagem, como WhatsApp, e-mails e redes sociais. Já no ambiente corporativo, ataques como ransomware, invasões a sistemas e exploração de falhas em serviços expostos têm crescido de forma acelerada, impulsionados pela baixa maturidade em segurança da informação de muitas organizações.

A inteligência artificial também ocupa papel central nesse cenário. Se, por um lado, ela viabiliza golpes mais sofisticados, como mensagens altamente personalizadas e até deepfakes, por outro, fortalece a defesa ao permitir a detecção mais rápida de padrões suspeitos, automação de respostas e antecipação de vulnerabilidades. “Vivemos uma corrida constante entre ataque e proteção, e a IA está presente nos dois lados”, afirma o especialista.

No Dia da Internet Segura, a principal mensagem é que a segurança digital é, acima de tudo, uma questão de hábito. “Pequenas atitudes, como usar autenticação em dois fatores e pensar antes de clicar, evitam a maioria dos incidentes e colocam o usuário no controle da própria vida digital”, conclui Telles.

Sobre a BugHunt

A BugHunt é uma empresa de cibersegurança referência em Bug Bounty, programa de recompensa por identificação de falhas. Pioneira na modalidade no Brasil, une uma comunidade de mais de 25 mil especialistas a marcas comprometidas com a segurança da informação e privacidade de dados. Criada em 2020 pelos irmãos Caio e Bruno Telles, a BugHunt é responsável por democratizar o acesso à segurança digital e garantir proteção antecipada por meio da identificação de vulnerabilidades que colocam em risco a operação de organizações de diferentes setores de atuação, como OLX, WebMotors e Tim do Brasil.

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