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Especialista em reprodução humana explica as etapas da FIV, técnica cada vez mais procurada por mulheres que desejam engravidar sem um parceiro
São Paulo, janeiro de 2026 – O anúncio da gravidez da cantora sertaneja Lauana Prado, feito no último domingo (18), trouxe novamente ao centro do debate a reprodução independente, caminho escolhido por mulheres que desejam exercer a maternidade sem um parceiro, com apoio da reprodução assistida. Na ocasião, a artista revelou que a gestação é resultado de um procedimento de inseminação artificial, técnica que pode integrar protocolos mais simples ou tratamentos mais complexos, como a fertilização in vitro (FIV).
De acordo com o especialista em reprodução humana do Grupo Huntington, Dr. Maurício Chehin, a produção independente envolve o uso de sêmen doado por meio de bancos especializados e pode seguir diferentes abordagens, conforme o perfil clínico e reprodutivo de cada mulher. “A fertilização in vitro é uma das técnicas mais completas de reprodução humana assistida. Ela permite maior controle de todas as etapas do processo e costuma ser indicada quando há fatores que reduzem as chances de uma fecundação espontânea ou quando buscamos taxas de sucesso mais previsíveis”, explica o médico.
Na FIV, o processo começa com a estimulação hormonal dos ovários, seguida da coleta dos óvulos. “Esses óvulos são fertilizados em laboratório com o sêmen doado e, após alguns dias de desenvolvimento, o embrião é transferido para o útero da paciente”, detalha o Dr. Maurício. Antes da definição da técnica, é realizada uma avaliação individualizada. “Idade, reserva ovariana, histórico de saúde e expectativas da paciente são fatores determinantes. Em alguns casos, a inseminação intrauterina pode ser suficiente. Em outros, a FIV é a alternativa mais indicada”, afirma.
A escolha do sêmen é feita de forma ética e regulamentada. “Os bancos de sêmen garantem o anonimato do doador, mas permitem a seleção de características físicas e biológicas, sempre respeitando critérios médicos e as normas dos órgãos reguladores”, explica o especialista. Cerca de 10 a 14 dias após a transferência embrionária, já é possível confirmar a gravidez por exame de sangue. “Com o resultado positivo, a gestação segue como qualquer outra, com acompanhamento pré-natal regular. Do ponto de vista médico, não há diferença entre uma gravidez por produção independente e uma gestação espontânea”, ressalta.
Para o especialista, o anúncio de Lauana Prado ajuda a ampliar a compreensão sobre novas formas de maternidade



