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Mudanças no estilo de vida e controle de doenças cardiovasculares podem evitar até 90% dos casos
São Paulo, outubro de 2025 – Terceira causa de morte no Brasil e uma das principais responsáveis por incapacidades permanentes no mundo, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ainda é visto por muitos como um evento imprevisível e inevitável. Porém, de acordo com o estudo internacional PURE (Prospective Urban Rural Epidemiology), que acompanhou mais de 200 mil pessoas em 21 países ao longo de 12 anos, aproximadamente 90% dos casos de infarto e AVC e insuficiência cardíaca estão associados a fatores de risco como pressão alta, alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade abdominal, tabagismo e estresse, que podem ser prevenidos ou controlados com acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida.
De acordo com o coautor do estudo, Prof. Dr. Álvaro Avezum, head do Centro Especializado em Cardiologia e diretor do Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a maior parte dos fatores que levam a doenças cardiovasculares, como o infarto do miocardio, também estão associados com o AVC isquêmico, o tipo mais comum que ocorre quando há uma obstrução do fluxo sanguíneo no cérebro.
“A hipertensão arterial é o principal deles, presente em até 80% dos pacientes que sofrem AVC. Um dos desafios é que, muitas vezes, ela não apresenta sintomas, o que reforça a importância do acompanhamento médico periódico, especialmente entre pessoas com histórico familiar ou acima dos 55 anos. Além disso, diabetes, colesterol alto e tabagismo continuam entre os grandes vilões”, explica o cardiologista.
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Apesar do caráter súbito, o AVC pode ser amplamente prevenido com medidas simples, fáceis de identificação e passíveis de modificação: “muita gente ainda associa o AVC a algo incontrolável, mas o risco pode ser significativamente reduzido com alimentação saudável, controle da pressão arterial, abandono do tabagismo, prática regular de atividades físicas, redução da obesidade abdominal, gerenciamento do estresse e monitoramento médico contínuo”, acrescenta o especialista.
Conhecer os sinais salva vidas
De acordo com os dados mais recentes do Global Burden of Disease, publicados em 2024 na revista científica The Lancet, os AVCs isquêmicos e hemorrágicos respondem por mais de 11 milhões de mortes e casos de incapacidade grave no mundo todos os anos. No Brasil, estima-se que mais de 100 mil pessoas morram por complicações decorrentes do AVC anualmente.
“Confusão mental, perda de força em um lado do corpo, alteração na fala ou assimetria facial são alguns dos principais sinais de alerta. O atendimento rápido pode evitar sequelas graves e até salvar a vida do paciente”, destaca a neurologista Dra. Luisa Pacheco, do Centro Especializado em Neurologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
O AVC isquêmico representa cerca de 80% dos casos e ocorre quando há uma obstrução no fluxo sanguíneo a uma área do cérebro. Já o AVC hemorrágico é provocado pela ruptura de um vaso cerebral, causando o sangramento. Ambos os tipos requerem atendimento emergencial, mas têm causas e abordagens distintas
“Além do atendimento emergencial, o cuidado após o evento é fundamental para reduzir o risco de novos episódios e garantir qualidade de vida. O suporte de uma equipe multidisciplinar é essencial para a reabilitação neurológica e funcional do paciente”, reforça.
Os efeitos dos AVCs ultrapassam os limites individuais e representam um desafio de saúde pública. Embora boa parte dos casos possa ser evitada com mudanças de hábitos e controle adequado de fatores de risco, a carga da doença segue aumentando em países de renda média e baixa.
“Trata-se de uma questão com grande custo social, econômico e também humano. Por isso, campanhas de conscientização são tão importantes: é necessário mudar a percepção de que o AVC é inevitável e reforçar que o seu reconhecimento pode salvar vidas ou mesmo minimizar sequelas”, completa a neurologista.
O Hospital Alemão Oswaldo Cruz adota uma abordagem integrada no cuidado ao paciente com AVC. Além da atuação de neurologistas e cardiologistas na fase aguda, o processo de reabilitação envolve fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos, com planos personalizados para cada paciente. “O objetivo é restaurar o máximo possível da autonomia e da qualidade de vida. Quanto mais cedo essa jornada começa, maiores as chances de recuperação”, explica.
Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz
No Hospital Alemão Oswaldo Cruz servimos à vida. Somos um hospital de grande porte, referência em alta complexidade e confiabilidade. Uma instituição de 128 anos, sólida, dinâmica e determinada a inovar e contribuir com o desenvolvimento da saúde. Nossa excelência é resultado o da nossa dedicação, prontidão, empatia no cuidado e na nossa incansável busca pela melhor experiência e resultado para nossos pacientes, com qualidade e segurança certificados internacionalmente pela Joint Commission International (JCI). Contamos com um corpo clínico diversificado e renomado, além de um modelo assistencial próprio, que coloca o paciente e familiares no centro do cuidado. Nosso protagonismo no desenvolvimento da saúde é sustentado por três pilares estratégicos: Saúde Privada; Educação, Pesquisa, Inovação e Saúde Digital; Sustentabilidade e Responsabilidade Social.
Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Registro CREMESP 9000039 – Responsável Técnico: Dr. Filipe Teixeira Piastrelli CRM: 152464/SP RQE: 114416
Prof. Dr. Álvaro Avezum CRM: 61190 / RQE: 63423
Dra. Luisa Pacheco CRM: 113549 / RQE: 210220



