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05 de março de 2026

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Fundação Bunge divulga pesquisadores contemplados pela edição 2025 de seu prêmio com o tema “Emergência Climática”

Foto: Freepik

Ao completar 70 anos, Prêmio Fundação Bunge homenageia pesquisadores que desenvolvem estudos sobre emergência climática

A Fundação Bunge divulga nesta segunda-feira (14) os quatro pesquisadores brasileiros que serão contemplados com o Prêmio Fundação Bunge 2025, um dos mais importantes reconhecimentos de mérito científico do país. Thieres George Freire da Silva, professor associado da área de Agrometeorologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), será agraciado na categoria Vida e Obra no tema “Gestão do risco climático na produção de alimentos”. Elizângela Aparecida dos Santos, professora adjunta da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), será agraciada na categoria Juventude, direcionada a pesquisadores de até 35 anos.

No tema “Saberes e práticas dos povos tradicionais e sua importância para a conservação dos recursos naturais”, Dzoodzo Baniwa, educador, pesquisador e liderança indígena do povo Baniwa, será agraciado na categoria Vida e Obra. E o quilombola Ygor Jessé Ramos dos Santos, professor adjunto no Departamento do Medicamento na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), receberá o prêmio na categoria Juventude.

A cerimônia de entrega do Prêmio Fundação Bunge será realizada em 23 de setembro de 2025, na capital paulista. Os cientistas agraciados na categoria Vida e Obra receberão o prêmio no valor bruto de R$ 200 mil. Já os premiados na categoria Juventude receberão R$ 80 mil.

“As mudanças do clima constituem um dos principais desafios da humanidade na atualidade. Com esse prêmio, buscamos reconhecer os pesquisadores brasileiros que desenvolvem um trabalho extremamente relevante no desenvolvimento de soluções inovadoras nas ciências agrárias, seja no desenvolvimento de estudos que apoiem a produção e alimentos, seja na necessária valorização dos conhecimentos ancestrais para a conservação do nosso planeta”, afirma Cláudia Buzzette Calais, diretora-executiva da Fundação Bunge.

70 anos de atuação pelo fortalecimento da ciência

Inspirado no Nobel, o Prêmio Fundação Bunge chega à sua sétima década neste ano mantendo seu papel de incentivar a inovação e a disseminação do conhecimento, reconhecer profissionais que contribuem para o desenvolvimento das ciências no Brasil, além de estimular novos talentos. Para tanto, tem como premissa que as indicações dos cientistas sejam feitas por universidades e membros das principais entidades científicas do País. Os currículos recebidos são avaliados por comissões técnicas independentes formadas por especialistas.

Mais de 200 personalidades brasileiras já receberam o Prêmio Fundação Bunge. Entre eles estão Mariangela Hungria, Adalberto Luis Val, Erico Veríssimo, Hilda Hilst, Jorge Amado, Lygia Fagundes Telles, Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Marcelo Rubens Paiva, Oscar Niemeyer, Carlos Chagas Filho, Gilberto Freyre, Paulo Freire, Celso Lafer, Fernando Abrucio, além de Elisabete Aparecida de Nadai Fernandes e Durval Dourado Neto.

Para saber mais acesse o site: fundacaobunge.org.br

Conheça cada um dos contemplados

Prof. Dr. Thieres George Freire da Silva

Professor Associado IV da Área de Agrometeorologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Bolsista PQ-CNPq, com mais de 960 produções científicas, incluindo mais de 280 artigos em periódicos, e formação de mais de 120 discentes nos níveis de graduação e pós-graduação. Atualmente está vinculado ao DEAgri/Sede.

É membro do Conselho de Administração do Instituto Agronômico de Pernambuco e consultor de diversas instituições de fomento à pesquisa. Agrônomo (UNEB), Mestre e Doutor em Meteorologia Agrícola (UFV), possui Especialização em Recursos Hídricos (IFSertão-PE) e Agroecologia (IF-SudesteMG), e está em formação na MBA em Mercado de Capitais e Gestão Financeira (UCB) e na MBA em Data Science e Analytics (USP).

Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Agrometeorologia durante duas gestões (SBAgro, 2017-2019, 2019-2021), Presidente dos Eventos Nacionais 1a e 2a Reunião Agrometeorológica do Brasil – RAB e Vice-Presidente e Coordenador Científico do XX Congresso Brasileiro de Agrometeorologia CBAgro.

Foi membro da Câmara de Assessoramento e Avaliação da FACEPE durante dois mandatos (2020-2023). Atuou em diversas funções institucionais, como Conselho Técnico Administrativo (2010-2012), Comitê do PIBIC (2023-2024), Comissão de Pesquisa (2015), colegiado de Coordenação Didática (CCD) do curso de Agronomia (2015), CCD e coordenador eventual do Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal (PGPV) e Cinfra-UAST (2014-2015).

Atua como docente no PGEA-UFRPE, PGPV-UFRPE e PGA-UFAL e colaborou com coorientações (45) em vários programas de pós-graduação. Sua atuação se concentra na Gestão do Risco Climático, Impactos das Mudanças Climáticas e do Uso da terra nos Ciclos biogeoquímicos, Gerenciamento dos Recursos Hídricos, Ecofisiologia de Espécies Nativas e Cultivadas, Desertificação e na Aplicação de Ciência de Dados e de Geotecnologias para a geração de Modelos Preditivos e de Sistemas de Alerta para o Setor Agropecuário, contribuindo para os ODS da ONU.

É mentor intelectual do SERVAgro, um sistema para Gestão do Uso da Água e Redução do Risco Climático na Agricultura e Pecuária. É líder do grupo GAS. Gerencia os campos experimentais ‘CAAM-DES-AT’ e ‘CentroRef’, que abrangem paisagens nativas, degradadas, além de culturas forrageiras, frutíferas e alimentícias, promovendo ações de extensão que beneficiaram milhares de famílias. Em reconhecimento a essas ações, recebeu uma Monção de Aplausos da prefeitura de Serra Talhada. Participa de projetos em rede como ZARC (MAPA), INCTAgriS, “NEXUS” Cerrado-Caatinga (INPE) e a parceria público-privada “REUSE” (UFRPE/COMPESA/INSA).

Colaborou com pesquisadores da Austrália e Portugal e recentemente iniciou parcerias com instituições dos EUA, Holanda, China e Moçambique. Liderou 20 projetos de PDI financiados por CNPq, FACEPE, MEC, UFRPE e FINEP, além de integrar 21 projetos interinstitucionais com EMBRAPA, IPA, APAC, INPE e diversas universidades. Participou de mais de 120 bancas examinadoras externas e obteve aprovação em mais de 80 editais de bolsas. Ministrou mais de 50 palestras e cursos.

Profa. Dra. Elizângela Aparecida dos Santos

Possui Doutorado em Economia Aplicada pelo Programa de Pós-graduação do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa (DER UFV), linha de pesquisa Economia Agrícola e Ambiental (2023). Mestre em Economia Aplicada (2020) e Bacharela em Agronegócio (2018) pela mesma instituição. Graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Norte do Paraná (2021).

Atualmente Professora Adjunta da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri- UFVJM – Instituto de Ciências Agrárias – ICA, Campus Unaí – MG. Docente permanente no Programa de Pós-graduação em Produção Vegetal na UFVJM. Membro titular da Comissão de Iniciação Científica e Tecnológica (CICT) da UFVJM.

Atua nas áreas de Ciência Social Aplicada, Economia Rural, Economia dos Recursos Naturais, Economia Agrícola, Economia Ambiental e Mudanças Climáticas.

Dzoodzo Baniwa (Juvêncio Cardoso)

Educador, pesquisador e liderança indígena do povo Baniwa, residente na aldeia Santa Isabel do rio Ayari, no território do rio Içana, Terra Indígena Alto Rio Negro, no interior município de São Gabriel Cachoeira, noroeste no estado do Amazonas, em área remota na Amazônia, na faixa de fronteira entre Brasil e Colômbia. Militante e protagonista na Educação Escolar Indígena do povo Baniwa e Koripako, na promoção da Educação Integral Indígena. Foi estudante do ensino fundamental II da primeira Escola Indígena Baniwa e Coripaco Pamáali (EIBC), onde mais tarde voltou a contribuir como professor e coordenador da escola. Essa escola foi reconhecida pelo MEC em 2016 como instituição de referência em inovação e criatividade para educação básica brasileira.

É licenciado em física intercultural/IFAM e Mestre em Ensino de Ciências Ambientais/PROFCIAMB-UFAM. Integrante da Rede de Pesquisadores Indígena do Rio Negro/FOIRN-ISA (2016-2023), com foco em monitoramento de impacto sistêmico local de mudanças climáticas. Liderança do povo Baniwa, Secretário Executivo da Organização Baniwa e Koripako Nadzoeri/NADZOERI e Coordenador regional do rio Içana/FOIRN (2017-2023). Pesquisador Indígena em Equidade Educacional/CEUNIR-FEUSP (2023).

É professor na Escola Baniwa Eeno Hiepole (2014-2023). Essa escola é parceira e escola-polo do Programa Global Escolas 2030, coordenado pela Feusp-Ashoka-Aga Khan no Brasil. O objetivo da pesquisa-ação busca avaliar, desenvolver e disseminar boas práticas para a educação de qualidade de crianças e jovens, tendo como referência o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS4). Assim a escola participa do Movimento de Inovação na Educação através do desenvolvimento da Educação Integral e Transformadora Indígena em área remota na Amazônia.

Atualmente é assessor da Educação Escolar Indígena da Secretaria Municipal de Educação e Educação Escolar Indígena de São Gabriel da Cachoeira – AM.

Ygor Jessé Ramos dos Santos

Baiano, negro e quilombola do distrito Acupe de Santo Amaro. Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal da Bahia. É Doutor e Mestre em Biologia Vegetal pela UERJ/Farmanguinhos – FIOCRUZ, com foco em plantas medicinais e metabolismo secundário. Tem especialização em Gestão da Inovação de Fitomedicamentos pela FIOCRUZ/Farmanguinhos, em Gestão e Docência no Ensino Superior pelo Instituto Brasileiro de Formação de Educadores de São Paulo, e em Fitoterapia e Prescrição de Fitoterápicos pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas.

Atualmente, ocupa a posição de Professor Adjunto no Departamento do Medicamento na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). É orientador credenciado como colaborador nos Programa de Pós-graduação em Biologia Vegetal (PGBV) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Evolução da UFBA e permanente nos Programa Multicêntrico de Pós-graduação em Bioquímica e Biologia Molecular e Programa de Pós-graduação Farmácia da UFBA.

Atua frente ao Laboratório Farmácia da Terra (FARTERRA) e no Laboratório de Pesquisas de Produtos Naturais (LPPN). Membro da Sociedade Brasileira de Farmacognosia e na Sociedade Brasileira de Botânica. Possui experiência na área de Botânica aplicada, com ênfase em Farmacognosia; Gestão da Fitoterapia no SUS; Etnofarmacologia/ Etnobotânica; Ecologia química; e Práticas Culturais com Plantas Medicinais.

Sobre a Fundação Bunge

A Fundação Bunge, entidade social da Bunge no Brasil, há 70 anos atua para gerar impactos positivos na sociedade em territórios e setores estratégicos para a Bunge, fomentando a diversidade com promoção dos direitos humanos por meio da inclusão produtiva e do estímulo à economia de baixo carbono, estimulando a ciência e a preservação da memória. A Fundação é o pilar social da Bunge, líder mundial no processamento de sementes oleaginosas e na produção e fornecimento de óleos e gorduras vegetais especiais, que tem como propósito conectar agricultores a consumidores para fornecer alimentos, nutrição animal e combustíveis essenciais para o mundo. Site: fundacaobunge.org.br

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