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25 de abril de 2026

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IA e computação quântica mudam negócios, diz CEO da SOSA Brasil

Crédito da foto: Freepik

Gianna Sagazio afirma que a empresa já mapeou mais de 15 mil soluções tecnológicas em todo o mundo, de startups a grandes companhias

A inteligência artificial, a computação quântica, a biologia sintética e outras tecnologias de fronteira estão transformando, em tempo real, a base competitiva das principais economias. A avaliação é de Gianna Sagazio, CEO da SOSA Brasil, braço nacional da multinacional de inovação aberta que conecta empresas e governos aos ecossistemas tecnológicos mais avançados do mundo.

Segundo Sagazio, essas tecnologias alteraram de forma profunda a maneira como países e empresas geram valor, competem e crescem. “As empresas que não inovam não vão crescer, elas vão desaparecer. O desafio é agir agora, transformar conhecimento em resultado concreto”, afirmou.

A SOSA, que mantém centros em Nova York, Tel Aviv e Singapura, já mapeou mais de 15 mil soluções tecnológicas em diversos setores — da manufatura avançada à cibersegurança. A metodologia combina pesquisa aplicada e curadoria de mercado para conectar organizações a tecnologias validadas globalmente.

“Nosso trabalho é identificar o que funciona no mundo real e adaptar ao contexto brasileiro. Muitas vezes, inovar não é criar do zero, mas saber onde buscar e como aplicar”, explica a executiva.

IA já responde por US$ 4,4 trilhões em produtividade

O impacto potencial da inteligência artificial generativa sobre a economia mundial pode chegar a US$ 4,4 trilhões por ano, com ganhos concentrados em setores como finanças, varejo, manufatura e saúde, segundo relatório da McKinsey & Company de 2024. “A inteligência artificial tornou-se transversal. Está nos processos de decisão, na personalização de produtos, na logística e até na previsão de demanda energética”, afirma Sagazio.

No Brasil, levantamento da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) indica que o mercado de tecnologia movimentou US$ 72,7 bilhões em 2023, de acordo com o relatório Mercado Brasileiro de Software — Panorama e Tendências 2024. Apesar do crescimento, o setor representa apenas 1,6% do PIB nacional, o que, segundo Sagazio, reforça o desafio de transformar o peso econômico do país em protagonismo tecnológico.

Apenas 23% das empresas brasileiras afirmam usar IA de forma estruturada, segundo a IDC Latin America.

Computação quântica e biotecnologia entram no radar corporativo

Se a IA já faz parte do presente, a computação quântica começa a migrar dos laboratórios para os primeiros usos comerciais. O relatório Quantum Technology Monitor 2024, da Deloitte, prevê que o mercado global dessa tecnologia deve atingir US$ 7,6 bilhões até 2030, com aplicações em criptografia, finanças e novos materiais.

Sagazio avalia que essa fronteira tecnológica pode redefinir setores inteiros. “A computação quântica permite resolver problemas que os supercomputadores tradicionais levariam anos para processar. É uma mudança de paradigma”, afirmou.

Outra área em rápida expansão é a biologia sintética, que, segundo o World Economic Forum, pode movimentar US$ 3 trilhões por ano até 2040, com aplicações em saúde, agricultura, energia e meio ambiente.

Da pesquisa à prática

Empresas como Embraer, Suzano, Klabin e Braskem já desenvolvem projetos de inovação aberta com a SOSA. Sagazio ressalta que o acesso a novas tecnologias não deve se restringir às grandes corporações.  “Mesmo pequenas e médias empresas podem inovar se tiverem apoio técnico e institucional. Inovar é uma questão de sobrevivência”, diz.

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