Salvador: ☀️ --°C Carregando...

24 de abril de 2026

MAIS LIDAS

Incontinência urinária: o silêncio não é a solução. Saiba como retomar o controle e a qualidade de vida 

Crédito da foto: Freepik

Especialista explica que a condição é mais comum do que se imagina e afeta diferentes perfis, de atletas a mulheres no pós-parto. Falar abertamente sobre o tema e adotar medidas práticas são os primeiros passos para uma vida com mais confiança e bem-estar

Falar sobre a perda involuntária de urina ainda é um tabu que impede milhões de brasileiros de viverem de forma completa. No entanto, a incontinência urinária é uma condição muito mais comum e abrangente do que o imaginário popular supõe. É hora de desmistificar a ideia de que este é um problema exclusivo de pessoas idosas e entender como identificá-lo, tratá-lo e, principalmente, como não deixar que ele dite as regras da vida.

São mais de 10 milhões de pessoas em todo o país, 5% da população, convivendo com diferentes versões do problema, que atinge 45% das mulheres e 15% dos homens acima dos 40 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). A condição pode se manifestar em diversas fases: mulheres que passaram por gravidez e parto, pessoas a partir dos 40 anos que enfrentam alterações hormonais, homens na andropausa, além de quem realizou cirurgias pélvicas ou convive com doenças crônicas como diabetes e obesidade, estão entre os grupos que podem desenvolver algum grau da condição. Até mesmo esportistas e praticantes de atividades de alto impacto, como corrida, saltos ou levantamento de peso, podem sobrecarregar a musculatura do assoalho pélvico e apresentar episódios de perda urinária

Para Roberta França, geriatra e psiquiatra, o primeiro passo é a informação. “Muitos pacientes chegam ao consultório constrangidos, acreditando serem os únicos a passar por isso. É fundamental desmistificar essa ideia. A incontinência urinária tem múltiplas causas e o mais importante é entender que é uma condição de saúde tratável. O diálogo com um médico é a principal ferramenta para recuperar a qualidade de vida.”

Como Enfrentar o Problema na Prática: dicas para o Dia a Dia

Enquanto a consulta médica não acontece ou o tratamento está em andamento, algumas mudanças de hábito podem fazer uma grande diferença na gestão da incontinência e na retomada da confiança.

  • Fortaleça o assoalho pélvico: pratique os exercícios de Kegel, que consistem em contrair e relaxar a musculatura que sustenta a bexiga. Realizados de forma consistente, eles são altamente eficazes para fortalecer a região e aumentar o controle urinário;
  • Atenção à dieta: certos alimentos e bebidas podem irritar a bexiga, como cafeína, álcool, refrigerantes, comidas muito ácidas ou apimentadas. Observe como seu corpo reage e ajuste o consumo;
  • Hidrate-se de forma estratégica: ao contrário do que se pensa, reduzir drasticamente a ingestão de água não é a solução, pois a urina muito concentrada também pode irritar a bexiga. Beba água em porções menores ao longo do dia e evite grandes volumes de líquido antes de dormir ou de sair de casa;
  • Planeje a rotina: ao sair, familiarize-se com a localização dos banheiros. Ter um “kit de emergência” discreto na bolsa ou no carro, com um produto absorvente extra e lenços umedecidos, pode trazer uma enorme tranquilidade.

“O diagnóstico correto é a chave”, reforça a Roberta França. “A partir dele, podemos traçar um plano de tratamento que pode incluir desde fisioterapia pélvica até outras abordagens clínicas. Enquanto isso, é crucial que o paciente não paralise sua vida. A tecnologia dos produtos absorventes evoluiu muito, oferecendo segurança e discrição para que a pessoa mantenha suas atividades sociais, profissionais e esportivas sem medo.”

Alinhada a essa necessidade de aliar tratamento e bem-estar, a Bigfral, marca líder em produtos para incontinência urinária no Brasil, reforça a importância de quebrar o silêncio. A marca entende que, enquanto o tratamento acontece, a vida não pode parar. Pensando nisso, marca reforça a importância de quebrar o tabu em torno do tema e incentivar a busca por orientação médica. A linha de roupas íntimas descartáveis, por exemplo, surge como uma alternativa prática para quem precisa de proteção no dia a dia, sem abrir mão do conforto e segurança.

Ao trazer o tema para discussão, é possível reduzir preconceitos, estimular a busca por tratamento e garantir mais autonomia a quem convive com a condição. O silêncio não precisa ser parte da rotina: falar sobre incontinência é o primeiro passo para uma vida mais leve e sem interrupções.

Compartilhe:

MAIS LIDAS