Brasil na abertura dos Jogos Latino-americanos de Assunção 2024 / Crédito: Divulgação OEB
Voltada para os direitos da pessoa com deficiência intelectual, a OEB reforça parcerias e traz mudanças organizacionais
O ano de 2026 marca mais uma etapa no crescimento das Olimpíadas Especiais Brasil (OEB), representação nacional do movimento global Special Olympics, focado no desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual por meio do esporte.
“A causa da pessoa com deficiência intelectual é urgente e a demanda pelos nossos trabalhos é cada vez mais crescente. Neste ano, queremos ampliar e trazer mais participantes para os eventos, mobilizar mais voluntários e aliados, fazer mais parcerias, respondendo à altura ao que a sociedade espera da OEB”, comenta Douglas Pereira, presidente da OEB.
Atualmente, a organização contabiliza 44 mil atletas participando de treinamentos e competições nas modalidades: atletismo, badminton, basquete, bocha, ciclismo, futebol, ginástica rítmica, handebol, hóquei sobre a grama e indoor, judô, natação e águas abertas, tênis, tênis de mesa e vôlei de praia, além da dança esportiva – modalidade que está sendo introduzida neste ano – em 14 estados mais o Distrito Federal, além de atuações pontuais em outros estados. Mas, em 2026, a intenção é reforçar a atuação onde já está presente, alcançar e se fixar em outras localidades.
“Temos o desafio de levar a OEB outros territórios. Por isso, neste ano, devemos marcar presença em mais dois ou três estados, principalmente, na região Norte, onde ainda não tivemos ações ou somente situações muito pontuais. Queremos criar um polo por lá para que haja atividades de forma recorrente”, comenta.
Calendário 2026
Como forma de garantir oportunidades de competição aos mais de 44 mil atletas treinando semanalmente, a OEB anuncia oficialmente seu calendário esportivo deste ano. Serão mais de 400 eventos regionalizados, muitos deles realizados com instituições parceiras, como é o caso das APAEs e Pestalozzis. Além disso, serão mais 30 competições principais, como Circuitos de Tênis, Ligas de Basquete 3×3 e Torneios de Natação.
“O calendário esportivo é muito importante, porque dá oportunidade de os atletas colocarem em prática o que aprenderam em seus treinamentos no dia a dia e ter reconhecido o seu valor como atleta de Olimpíadas Especiais, ao apresentar seu desenvolvimento físico, técnico, tático e intelectual. O planejamento engloba o crescimento anual no número de eventos, cidades, instituições, atletas e parceiros, técnicos, familiares e voluntários”, afirma Teresa Leitão, diretora nacional de esportes da OEB.
Teresa complementa: “Temos o desafio dos Jogos Regionais, que serão realizados no Sudeste, Sul e Nordeste, para que possamos ter a equipe que vai representar o Brasil nos Jogos Mundiais no Chile, em 2027. As competições acontecerão no segundo semestre.” Além da delegação brasileira, os Jogos Mundiais reunirão sete mil atletas do mundo todo e é o segundo maior evento esportivo, considerando a quantidade de pessoas envolvidas, só perdendo para as Olimpíadas.
OEB além do esporte
Presente no Brasil desde 1987, a OEB vem crescendo ano a ano suas áreas de atuação para além do esporte e, hoje, pode-se dizer que a organização lida com os direitos da pessoa com deficiência.
Possui programas voltado para saúde dos atletas, como ‘Atletas Saudáveis’, que inclui o ‘Abrindo Teus Olhos’, educação inclusiva nas ‘Escolas Unificadas’, e liderança e protagonismo dos atletas com ‘Atletas Líderes’. Em muitos casos, as ativações dos programas acontecem durante os eventos esportivos, mas, ao longo do ano, os programas terão mais de 50 atividades destinadas apenas às práticas dos programas.
“Embora seja um ano muito focado no esportivo, a OEB não é só o esporte. Queremos programar cada vez mais eventos de ‘Atletas Saudáveis’, para fazer o acompanhamento de saúde dos nossos atletas, que é um pilar que vem muito em paralelo com o pilar do esporte. É através dos exames que fazemos que conseguimos traçar um comparativo da situação de saúde de cada uma de nossas iniciativas. Por exemplo, conseguimos analisar se a saúde bucal de nossos atletas tem melhorado ou piorado”, comenta Ana Paula Soares, diretora executiva da OEB.
Sobre o programa ‘Atletas Líderes’, Ana Paula complementa: “Também queremos dar um protagonismo cada vez maior aos nossos atletas, por isso, temos envolvido eles em nossas reuniões e decisões. Quanto mais Atletas Líderes formarmos, nossa mensagem chegará a mais pessoas”. E finaliza com o ‘Escolas Unificadas’: “É o programa que mais cresce na OEB, a cada ano temos mais escolas que entram no projeto, o que mostra que estamos no caminho certo. Temos recebido demandas de outras prefeituras com as quais não temos parceria, mas que querem fazer parte do projeto. Isso é sinal de sucesso.”
SOBRE OLIMPÍADAS ESPECIAIS BRASIL
Projeto global sem fins lucrativos, a Special Olympics é um movimento mundial centrado no desporto, fundado em 1968 por Eunice Kennedy Shriver – irmã do 35° presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy. Trata-se de uma organização internacional criada para apoiar pessoas com deficiência intelectual a desenvolverem a sua autoconfiança, capacidades de relacionamento interpessoal e sentido de realização por meio do esporte.
Acreditada pela Special Olympics International, as Olimpíadas Especiais Brasil atuam nas seguintes modalidades esportivas: atletismo, águas abertas, basquete, bocha, ciclismo, futebol, natação, handebol, ginástica rítmica, tênis, tênis de mesa, vôlei de praia e judô; além dos Programas: Atleta Líder, Escolas Unificadas, Atletas Saudáveis, Atletas Jovens, MATP (Programa de Treinamento em Atividade Motora) e Famílias. Tendo o país quase 6 milhões de pessoas com deficiência intelectual, as Olimpíadas Especiais Brasil possuem 44 mil atletas treinando.
Filosofia
A Special Olympics tem como filosofia dar oportunidade a todos os atletas, independente do nível de habilidade, promovendo diversas competições, nas mais diferentes regiões do mundo, durante todo o ano. O programa é conduzido por voluntários e, por meio de treinamentos esportivos e competições de qualidade, melhora a vida das pessoas com deficiência intelectual e, consequentemente, a vida de todas as pessoas que as cercam.
Embaixadores
A Special Olympics conta, em nível local e global, com uma série de embaixadores que vestem a camisa do movimento e ajudam a levar adiante a causa. No Brasil, as OEB dispõem de nomes como os jogadores de futebol Cafu, Ricardinho, Romário, Zico, Lucas Moura e Willian Bigode e a jogadora de vôlei Jackie Silva. No mundo, além de nomes importantes do esporte, com destaque para Michael Phelps, há artistas como Avril Lavigne, Brooklyn Decker Roddick, Charles Melton, Eddie Barbanell, Maureen McCormick, Chris Pratt e Katherine Schwarzenegger.
Site: https://specialolympics.org.br/
Instagram: https://www.instagram.com/olimpiadasespeciaisbrasil/



