Crédito: Envato
Condições como Diabetes e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) aumentam a vulnerabilidade a agentes infecciosos, como o VSR, elevando a chance de internações prolongadas e óbito. Portadores de DPOC têm até 13 vezes mais risco de hospitalização por VSR, e pessoas com diabetes, até 6,4 vezes mais.
O sistema imunológico de adultos com 50 anos ou mais passa por um processo de enfraquecimento natural, chamado de imunossenescência, que diminui gradualmente a sua capacidade de se defender de agentes infecciosos. Essa alteração associada a condições crônicas de saúde, como diabetes, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), asma, insuficiência cardíaca, e outras doenças cardiovasculares, pode levar a complicações mais frequentes por doenças infecciosas. Nesses casos, a combinação do envelhecimento com as comorbidades cria um cenário de alto risco para complicações sérias, como as causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e pelo herpes zoster.
No mês em que se comemora o Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro) e o Dia Mundial da DPOC (19 de novembro), especialistas reforçam a necessidade de conscientização e prevenção para esse público.
“A partir dos 50 anos, a capacidade de combater vírus e bactérias é reduzida, tornando os adultos mais vulneráveis a doenças graves. E quando se tem alguma doença crônica, esse risco pode ser ainda maior. O VSR pode ser um gatilho perigoso para o agravamento do quadro de saúde. A infecção pode descompensar doenças crônicas, mesmo que estejam controladas”, explica a geriatra e clínica geral Maisa Kairalla (CRM 102136-SP), médica do núcleo de Geriatria do Hospital Sírio Libanês, presidente da comissão de Imunização da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), membro da Câmara técnica de Geriatria do CREMESP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) e membro do ILC Brasil, ponto focal imunização.
No Brasil, uma análise de 10 anos (2013-2023) mostrou que idosos com comorbidades, infectados pelo VSR, tiveram altas taxas de admissão em UTI e letalidade. A taxa média de letalidade foi de 25,9%, variando de 21% em 2013 a 30,7% em 2017. Entre os casos, 71,5% apresentavam pelo menos uma condição crônica, sendo doenças cardiovasculares as mais comuns com 64,2%, seguido de diabetes com 32% e doenças pulmonares com 26,5%.
Outros estudos reforçam que o risco de hospitalização por VSR é drasticamente elevado em adultos mais velhos com comorbidades: portadores de DPOC com 65 anos ou mais têm até 13 vezes mais chances de internação por VSR. A DPOC afeta 210 milhões de pessoas no mundo e é a quinta causa de morte no Brasil. Já pessoas com 65 anos ou mais com diabetes (que atinge mais de 13 milhões de brasileiros segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes) têm até 6,4 vezes mais risco de hospitalização.
O alerta se estende ao herpes zoster, popularmente conhecido como “cobreiro”. esta doença é a reativação do mesmo vírus da catapora, o varicela-zoster, que permanece adormecido no sistema nervoso e pode reaparecer de forma imprevisível anos após a infecção inicial, principalmente em adultos mais velhos ou com comprometimento imunológico, como é o caso de quem vive com doenças crônicas.
A doença pode causar dor intensa e prolongada e impactar significativamente a qualidade de vida. Sua principal complicação é a neuralgia pós-herpética, uma dor crônica que pode persistir por mais de 90 dias após o desaparecimento das lesões e que pode durar anos.
“Adultos com doenças crônicas pulmonares, cardiovasculares e diabetes precisam ter uma visão ampla sobre sua imunidade. O envelhecimento natural e essas comorbidades enfraquecem as defesas do organismo, proporcionando a maior incidência de infecções respiratórias virais graves inclusive pelo VSR, bem como a maior incidência de herpes zoster . Importante salientar que estas doenças podem ser prevenidas por vacinação” , conclui Kairalla.
Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.
Sobre a GSK
A GSK é uma biofarmacêutica multinacional, presente em mais de 75 países, que tem como propósito unir ciência, tecnologia e talento para vencer as doenças e impactar a saúde global. A companhia pesquisa, desenvolve e fabrica vacinas e medicamentos especializados nas áreas de Doenças Infecciosas, HIV, Oncologia e Imunologia/Respiratória. No Brasil, a GSK é líder nas áreas de HIV e Respiratória e uma das empresas líderes em Vacinas. Para mais informações, visite GSK.



