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25 de abril de 2026

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Primeiro Fórum Brasileiro de Voluntariado Empresarial destaca o aspecto humano nas iniciativas voluntárias

Painel Inteligência Artificial: a tecnologia como aliada do Voluntariado Empresarial / Crédito da foto: CBVE / Divulgação

Em debate sobre a atuação das IA’s na área, participantes ressaltaram a importância do contato humano nas iniciativas e os benefícios da tecnologia para otimização do tempo

O Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE) realizou a primeira edição do Fórum Brasileiro de Voluntariado Empresarial, na Arena B3, em São Paulo (SP). Com o tema “O Impacto Humano do Voluntariado Empresarial na Era da Inteligência Artificial”, o evento foi apresentado pela jornalista Luana Campos e pelo diretor Executivo do CIEDS, Fábio Muller, e contou com a presença do público de diversas empresas ligadas à área do voluntariado empresarial.  

Na abertura, subiram ao palco Alessandra Mondenini,  gerente de Projetos Sociais da Fundação Telefônica Vivo e Porta-Voz CBVE;  Renata Salomé, coordenadora B3 Social; e José Cláudio Barros, diretor de Programas e Projetos do CIEDS, que comentou sobre os resultados do avanço do voluntariado corporativo no País: “Cada vez mais vemos o voluntariado se afastando do caritativo para ser um impacto transformador de diferença, e o CBVE vem contribuindo para esse avanço. É assim, que estamos criando maiores vínculos éticos, humanos e comunitários”, disse. 

A programação do Fórum contou com dois painéis e a entrega da 4º edição do Prêmio Aplaude. O primeiro painel tratou do tema “Inteligência Artificial: A tecnologia como aliada do Voluntariado Empresarial” e contou com a mediação de Mariana Pereira, do Canal Sabiar, e com as  convidadas Karina Rocha (Wilson Sons) e Amanda Saviano (Oracle). O bate-papo abordou como a tecnologia pode ser uma ferramenta de conexão e otimização de tempo para tangibilizar a atuação no voluntariado empresarial, mas sem substituir o olhar e a sensibilidade humana. 

“Estamos cada vez mais integrados com treinamentos e aulas para usar as ferramentas de IA no dia a dia. Elas promovem maior eficiência nas tarefas rotineiras, mas, na área social, o desafio é abranger propostas, colaboradores e projetos. Usar a tecnologia para facilidades, mas manter o humano e o abraço. Por meio da IA, podemos quantificar dados sensíveis, trazer um melhor relatório, mas, acima de tudo, temos o reconhecimento do valor do nosso tempo, permitindo que mais coisas caibam no planejamento que antes não eram possíveis, porque trazer eficiência para o voluntariado é ter uma melhor qualidade com as pessoas”, analisou  Karina. 

Para Amanda, ser uma empresa de tecnologia faz com que o dever da área social também seja conectar. “Estamos aprendendo novas formas de trabalho. E quando delegamos algumas tarefas básicas à inteligência artificial, conseguimos focar muito mais no essencial. O que fica é o que é importante mesmo, e é assim que conseguimos ter mais tempo para fazer mais articulações com instituições sociais, fazer mais iniciativas de voluntariado, ter mais tempo para o voluntariado em si”, finaliza.

Já o segundo painel abordou o tema O Impacto Humano do Voluntariado Empresarial” e foi mediado por Bruno Ayres (V2V), que teve como convidados Neusa Lopes (Grupo Amil), Leonardo Moisés (Banco do Brasil) e Dr. Ricardo Caiado (psicólogo e neurocientista da HeartBrain), que destacaram as positividades das ações de voluntariado não só para os beneficiários, mas também para quem está atuando como voluntário. 

Com 23 mil colaboradores, sendo a maioria da área de assistência hospitalar, Neusa falou da importância do cuidar de si, do outros e, depois, dos resultados: “Todas as ações articuladas com estratégias de inclusão e diversidade nos auxiliam no mapeamento de competências como empatia, trabalho em equipe e liderança. Quando abrimos as inscrições já dizemos quais competências aquela ação irá desenvolver no voluntário e, posteriormente, perguntamos a ele como elas foram estimuladas durante o processo”, explicou.

Já Leonardo, do Voluntariado Banco do Brasil, destacou os números do programa, que começou em 1989 e em 2024, o programa passou por um reposicionamento estratégico, com foco em ações de alto impacto social. “Criamos o programa de mentoria, em que nossos funcionários, da ativa e aposentados, são mentores de jovens de escolas públicas, nossos estagiários e aprendizes também. No projeto desenvolvemos dois temas: o de competências interpessoais, onde potencializamos o crescimento pessoal e profissional de participantes; e a educação financeira, para a promoção de uma relação mais saudável com as finanças. Entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025, conseguimos formar 484 núcleos, com encontros online e acompanhamento contínuo”, completa.

Completou o painel Dr. Ricardo Caiado (psicólogo e neurocientista da HeartBrain), que compartilhou um experimento inédito da área social, em que foi possível medir as mudanças fisiológicas que os voluntários passavam ao participar de ações sociais. “Acompanhamos uma ação e vimos como os participantes chegavam estressados e em cinco minutos as mudanças já eram perceptíveis, saindo da atividade radiantes. Quanto mais engajado estava esse mentor, quanto mais impacto ele fazia na vida daquela pessoa, daquela pergunta, mais a gente via a mudança. A surpresa foi a rapidez com que a mudança fisiológica acontece e o impacto duradouro dela”, explicou o especialista.

Para finalizar o evento, foram conhecidos os sete vencedores do Prêmio Aplaude 2025: Instituto C&A (Programa de Voluntariado), Cruz Vermelha Brasileira | Filial do Estado de São Paulo (Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil), Projeto Raízes Risotolândia | Risotolândia Indústria de Alimentos (Programa Destaque em Meio Ambiente), Programa VLI Solidária – Comitê Belo Horizonte | VLI  (Destaque em Comitês de Voluntariado), Marcenaria Sustentável do Instituto Alpargatas (Programa Destaque em Educação), Tecnologia Amiga da Amazônia, da Avanade Brasil (Destaque em Diversidade), Dia da Ação Voluntária (DAV) | Instituto Cyrela  (Destaque em Legado).

“O Fórum nasceu com o propósito de conectar lideranças do voluntariado empresarial em torno de temas que refletem os desafios e as transformações do nosso tempo. Nosso desejo era discutir o papel das empresas frente à inovação e à inteligência artificial, mas, sobretudo, o impacto humano das ações de voluntariado e como elas fortalecem vínculos, promovem pertencimento e geram valor real para a sociedade. Estamos muito felizes com o resultado e o avanço da pauta dentro das empresas participantes”, finaliza Gislaine Catanzaro, coordenadora da Secretaria Executiva do CBVE.

Sobre o CBVE

O Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE) é uma rede de organizações empresariais associadas que, juntas, investem cerca de R$13 milhões em média por ano em programas de voluntariado. Essas grandes empresas se unem pelo compromisso de fortalecer o voluntariado empresarial no país, atuando de forma colaborativa. A rede conecta organizações de diferentes segmentos para esse intercâmbio de experiências e oferece benchmark, visibilidade institucional e participação em eventos e publicações de referência no setor.

Fundado em 2008, o CBVE é gerido desde 2015 pelo CIEDS (Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável), eleito três vezes consecutivas pelo ranking internacional thedotgood como a melhor organização social do Brasil e a 40ª do mundo, que está à frente de sua secretaria executiva. Atualmente, o Conselho reúne 29 empresas associadas e é responsável por mobilizar mais de 50 mil voluntários em ações que beneficiaram quase um milhão de pessoas em todo o território nacional. Também promove iniciativas como o Censo Brasileiro de Voluntariado Empresarial, principal levantamento do Brasil sobre o tema, e o Prêmio Aplaude, que reconhece e valoriza as melhores ações e programas de voluntariado do país.


Para saber mais, acesse: www.cbve.org.br

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