Salvador: ☀️ --°C Carregando...

09 de março de 2026

MAIS LIDAS

Projeto Elos e Elãs celebra Mês do Teatro e do Circo com artistas da Bahia, Rio Grande do Sul, Chile e Colômbia

Espetáculo Gira Risas do grupo Circo Giramundo (Chile e Colômbia) / Crédito da foto: Divulgação

Contemplada pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2025, a programação especial de março da Casa Preta Espaço de Cultura promove espetáculos, oficina gratuita e “Debate-papo” com artistas circenses.

No mês em que se comemora o Dia Mundial do Teatro e o Dia Nacional do Circo, em 27 de março, o Projeto Elos e Elãs enche de alegria, de palhaçaria, reflexão e poesia a Casa Preta Espaço de Cultura. Na programação, espetáculos de artistas nacionais e internacionais, além de uma oficina gratuita de formação para Adaptação de Salas Multiuso em Espaços Culturais, com Ana Kalil, cenógrafa e arquiteta graduada pela UFRJ; e o Debate-papo do mês com o tema Teatro e Circo, Interseções e Colaborações.

Mais detalhes e informações pelo instagram @casapretaespacodecultura ou no site https://casapreta.art.br/

Chile e Colômbia na Bahia

Os artistas circenses Pamela Vida (Palhaça Pamonha, Chile) e Miguel Ortiz (Palhaço Miguelito, Colômbia) – do premiado grupo Circo Giramundo – aportam na Casa Preta, dia 21/03, às 11h e às 17h, com o espetáculo Gira Risas. A peça, que já circulou por mais de 50 cidades do Brasil e por festivais de teatro em vários estados, tem como base uma ampla pesquisa sobre arte de rua e descentralização das artes circenses, com uma trajetória de 8 anos de circulação ininterrupta pela América do Sul.

“Gira Risas é uma verdadeira explosão de humor. Somos dois palhaços latino-americanos que transformam trapalhadas, malabares, monociclo e bambolê numa festa em que o público se torna cúmplice e parte do show. Aqui, nossos erros viram risadas e a brincadeira é o motor que faz a roda do circo e do mundo girar. Um espetáculo em que arrancamos sorrisos de todas as idades, cheio de energia e diversão, criando uma ponte entre palco e plateia, que chega para encantar e fazer todo mundo acreditar no impossível”, definem os integrantes do Circo Giramundo. Os ingressos podem ser adquiridos através do sympla: https://bit.ly/4s0m9iD ou na bilheteria da Casa Preta. R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira). Local: Casa Preta Espaço de Cultura (R. Areal de Cima, 07 – Dois de Julho).

Lia Motta direto de Goiás com a Cia Palhaça Sem Lona

Há mais de 15 anos percorrendo cidades do Norte ao Sul do Brasil – a atriz e palhaça vem participando de projetos e festivais nacionais e internacionais, como por exemplo, o evento da Organização Pallasos em Rebeldia (Galícia, Espanha) que levou sua intervenção artística à territórios de conflito, entre 2014 e 2016. A artista gaúcha apresenta na Casa Preta o espetáculo “Bem-Te-Vida Marmotta”, no dia 22/03, às 11h e às 17h. Com direção de Fernanda Beppler e dramaturgia assinada por Esio Magalhães, a obra mergulha no universo de “Memórias Inventadas”, de Manoel de Barros, transformando a infância e o lúdico em um solo de palhaçaria delicado e arrebatador.

Em cena, a Palhaça Marmotta desbrava um novo território, trazendo consigo Tumtum, seu fiel e inseparável companheiro. Juntos, eles cruzam a fronteira entre o real e o imaginário em busca de um lugar sagrado onde Tumtum possa, finalmente, resgatar sua liberdade. Uma celebração do lúdico que nos convida a brindar ao nosso próprio ridículo e a descobrir, na delicadeza do erro, o que nos torna profundamente humanos. Os ingressos podem adquiridos através do sympla: https://bit.ly/4s0m9iD ou na bilheteria da Casa Preta. R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira). Local: Casa Preta Espaço de Cultura (R. Areal de Cima, 07 – Dois de Julho).

DEBATEPAPO convida o ator, diretor e palhaço João Lima

Domingo dia 22/03, às 18h, também é dia de Debate-papo na Casa Preta Espaço de Cultura com o tema “Teatro e Circo, Interseções e Colaborações”. O bate-papo será logo após a apresentação do espetáculo “Bem-Te-Vida Marmotta” e será mediado pela protagonista da peça, a atriz e palhaça gaúcha Lia Motta, tendo como convidados o ator, diretor e palhaço João Lima e a artista, pesquisadora e educadora em artes circenses Martinha Boker. A entrada é gratuita.

O Debate acontece na Casa Preta em edições mensais e discute temas contemporâneos das artes cênicas e assuntos relacionados a pautas e questões artísticas, técnicas, econômicas e políticas; sempre com abordagens no campo da cadeia criativa e produtiva da cultura.

+ SOBRE OS CONVIDADOS:

João Lima (ator, diretor e palhaço)

Ator, diretor e palhaço graduado em Direção Teatral pela UFBA e especialista em Ludicidade pela Transludus/Unyahna. Dirigiu shows como “Afro-Pop Brasileiro”, de Margareth Menezes, e dezenas de espetáculos teatrais e circenses. Alguns premiados pelo Prêmio Braskem de Teatro, como “O Sapato do Meu Tio” e “O Rabo e a Porca”, também indicado ao prêmio Shell de Teatro.
Formado em palhaçaria a partir de contato com reconhecidos mestres nacionais e internacionais, atualmente preside a Cooperativa Baiana de Teatro e coordena projetos como Trupe Percussiva Palhafolia e Casa da Palhaçaria.

Lia Motta (Mediadora/Cia. Palhaça Sem Lona)

Lia Motta fundou a Cia. Palhaça Sem Lona em 2009, onde passou a ministrar oficinas de palhaço e atuar em espetáculos solo, como “Bem-te-vida Marmotta” e “Surpresa!”. Nessas peças, ela também assina a direção e a dramaturgia, demonstrando seu talento em várias frentes da produção teatral. Lia tem sido uma figura ativa em projetos que celebram o feminino e as artes. Em 2015, em parceria com o coletivo Cabaré do Verbo, idealizou e realizou o “Cabaré Amar Elas”, um evento que reuniu artistas mulheres de diversas linguagens artísticas. Sua atuação como palhaça foi além das fronteiras brasileiras, participando da organização Internacional Pallasos en Rebeldia, levando arte e alegria a territórios de conflito entre 2014 e 2016.

Martinha Boker (artista, pesquisadora e educadora em artes Circenses)

Sócia fundadora da Companhia de Circo “Pétalas ao Vento”, Martinha Boker atua como palhaça e acrobata em produções audiovisuais e espetáculos que discutem desigualdade social e contextos de opressão. Mestre em Dança (PRODAN-UFBA) com a pesquisa “Circo: um princípio de vida e de aprendizagens”. Atua também nas áreas de Produção, Direção e Composição Coreográfica. E integrou os projetos educacionais PIBID e Residência Pedagógica. Foi professora de Artes do corpo e Circo-Teatro (2022-2024) no Projeto CASA do MRC2 – Construindo Comunidades Saudáveis nas Favelas Urbanas de Salvador (ISC/UFBA) e foi professora facilitadora das Residências artísticas do FESTAC (2024 e 2025). É professora de circo, nos Cursos Livres da FUNCEB, desde 2024.

OFICINA GRATUITA DE ADAPTAÇÃO DE SALAS MULTIUSO EM ESPAÇOS CULTURAIS

O saber e a experiência da arquiteta e cenógrafa baiana Ana Kalil na Casa Preta

A cenógrafa e arquiteta tem sua assinatura em importantes projetos nacionais e internacionais, como cenários para o Rock in Rio Lisboa e Madri, assim como interiores de um hotel na Espanha e de lojas em Luanda, Angola. Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ana Kalil tem mais de 20 anos de carreira e atua principalmente em projetos artísticos, incluindo teatro, música e eventos. No Brasil, desenvolveu cenários para a Petrobrás, Amil e camarotes da Sapucaí, além de trabalhar na cenografia de shows do grupo Moinho, da cantora Belô Velloso e da peça Deus é um DJ, dirigida por Marcelo Rubens Paiva. Também foi responsável pela concepção de exposições dedicadas à vida e obra de Fernando Sabino, Chico Mendes, Dona Canô, Carolina Maria de Jesus, Mário Cravo Neto e Laerte. Vale lembrar também o projeto Loja Artesanato Bahia que Kalil apresentou na mostra Casa Cor ano passado.

Ana Kalil chega a Casa Preta na última semana de março para orientar uma oficina de Adaptação De Salas Multiuso em Espaços Culturais, de 30/03 a 02/04 (segunda a quinta), sempre das 8h às 13h, com inscrições on-line através do formulário eletrônico https://bit.ly/3Nq40LW

A proposta da oficina é partir do entendimento dos espaços da Casa Preta, os participantes serão provocados a criar soluções construtivas com os materiais e mobiliários existentes dando possibilidade de usos múltiplos. Essa apresentação das soluções poderá ser nos próprios espaços (utilizando o mobiliário e material existente)  ou em forma de desenhos e maquetes. Essa arquitetura ou cenografia, como chamamos,  busca a circularidade, utilizando materiais que podem ser reciclados ou reutilizados exatamente pela flexibilidade de uso. Sendo assim, a adaptação efêmera é, portanto, uma ferramenta de transformação espacial rápida que deixa uma marca na memória do usuário e na cultura local, mesmo sendo construída para durar pouco.

O projeto Elos e Elãs – Criação, Fruição, Formação e Intercâmbio na Casa Preta tem o apoio da Funarte, Ministério da Cultura, Governo Federal, através do Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2025.

Sob a coordenação geral dos artistas Gordo Neto e Caio Rodrigo, o projeto Elos e Elãs (de dinamização da programação do Casa Preta Espaço de Cultura) promoverá durante todo o ano de 2026 ações e conteúdos temáticos que englobam atividades formativas em diversas áreas, convocatórias de pautas gratuitas subsidiadas para a comunidade artística da Bahia, apresentação de espetáculos de grupos residentes, debates e eventos calendarizados; são eles: “Evoé – Pré-Carnaval dos Artistas”, do “Arraiá da Areal” (no São João) e de “Nos 4 cantos da Casa”, em que artistas ocupam todos os espaços da Casa, do quintal ao terraço, com performances e trabalhos das mais variadas linguagens, temas e estéticas. Nesse sentido, propõe uma extensa programação anual, que se baseia em pilares como criação, fruição, formação e intercâmbio.

+ SOBRE A CASA PRETA ESPAÇO DE CULTURA

A Casa Preta Espaço de Cultura é um casarão de quatro pavimentos, da década de 1920, assim denominado pela vizinhança em razão de sua fachada, escurecida ao longo dos anos. Impregnada de história nas madeiras, paredes largas e janelas que marcam sua arquitetura, possui um jardim tranquilo ao fundo e vista, do seu terraço, para o Museu de Arte Sacra e a Baía de Todos os Santos.

A Casa se consolidou como um espaço cultural alternativo no centro de Salvador, em atividade desde 2009. O espaço chegou a realizar cerca de 200 atividades por ano, entre apresentações musicais, teatro, dança, seminários, debates e oficinas.

Os ambientes da Casa permitem múltiplos usos e propiciam o intercâmbio para atrair públicos diversos. A sua programação é constituída de projetos próprios ou externos com forte presença de eventos voltados para o público LGBTQIAPN+, feminino e negro. A Casa Preta abriga dois Grupos Residentes (Teatro Terceira Margem e Cia de Teatro da Casa); um acervo de objetos cenográficos (É tudo Cenário, de Luis Parras); um atelier de cenografia Atelier Maurício Pedrosa); além de realizar eventos “calendarizados” (Arraiá da Areal, Evoé – Pré Carnaval dos Artistas, e Nos 4 cantos da Casa). É um espaço aberto a todas as linguagens artísticas.

Compartilhe:

MAIS LIDAS