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24 de abril de 2026

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Quem é a organização que ensinou o Príncipe William como fazer recursos filantrópicos chegarem na Amazônia?

Crédito: Freepik (imagem gerada por IA)

Conheça mais sobre o Fundo Casa Socioambiental que, há 20 anos, atua com filantropia socioambiental

Belém, 07 de novembro de 2025 – O encontro entre Regilon Matos, Gestor de Programas no Fundo Casa com foco em juventudes e justiça climática, com o Príncipe William não estava previsto na agenda. O papo aconteceu durante a visita oficial do príncipe britânico ao Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, onde está acontecendo a Cúpula dos Líderes e, na segunda-feira, começa a COP30.
 

“O encontro é uma daquelas coisas que acontecem e a ficha demora a cair. Vim a Belém participar da Conferência de Juventude (COY20) e da COP30, como parte da comitiva do Fundo Casa Socioambiental e fui convidado pela Embaixada Britânica para um evento. Participei junto com Paula Tanscheit da Alianza Socioambiental Fondos del Sur e Fernanda Biasoli do Funbea, representando A Casa do Sul Global. Fomos surpreendidos com a notícia de que se tratava de um encontro do Next Generation com o Príncipe William e o Primeiro ministro britânico Keir Starmer”, conta Régis.
 

Regilon Matos, conhecido como Régis, é Gestor de Programas no Fundo Casa Socioambiental com foco em juventudes e justiça climática, é formado em Engenharia Civil, com MBA em Gestão de projetos sociais e culturais, têm experiências com Ecoturismo em Juquitiba, e com comunicação. Regis também integra o movimento jovem pelo clima, e dentro do Fundo Casa atua nas questões de juventude e meio ambiente, educação para o bem viver.

 

“Ele nos perguntou como fazer os recursos chegarem ao redor da Bacia Amazônica. Quis compartilhar com o Príncipe que sim, existem desafios logísticos, mas existem muito mais soluções e mecanismos financeiros legítimos criados pelos fundos da Rede Comuá e da Alianza Socioambiental Fondos del Sur para garantir recursos para as mais diversas comunidades em todos os biomas. São organizações que têm conhecimento e método para fazer o recurso chegar na ponta, onde ele é mais necessário”, reforçou.

Com um modelo de financiamento descentralizado e focado no protagonismo local, o Fundo Casa Socioambiental destina recursos para iniciativas que ajudam a restaurar territórios, a promover segurança hídrica e a resgatar o equilíbrio ambiental.

A inteligência organizacional conta com uma base de dados com cerca de 4,7 mil projetos e organizações, agregando capilaridade. Com experiência de 20 anos em repassar recursos internacionais diretamente para comunidades tradicionais, indígenas e urbanas de base, o Fundo Casa abre chamadas regularmente.

A filantropia comunitária tem um papel essencial no financiamento da linha de frente no enfrentamento das mudanças climáticas, fortalecendo a autonomia dos territórios e reconhecendo-os como protagonistas na transformação social. O Fundo Casa é pioneiro no ramo da filantropia socioambiental, desempenhando um papel estratégico no apoio a soluções lideradas por comunidades.

Em 2025, a organização fez chamadas como a “Fortalecendo o protagonismo local na agenda climática”, com foco na incidência e participação ativa de organizações comunitárias na construção de políticas públicas; a chamada Mata Atlântica Viva – apoiando soluções para conservação e regeneração”; e a segunda edição da Chamada de Projetos Educação para o Bem-Viver em parceria com a Imaginable Futures.

“Muitas organizações, por controle, preferem executar os projetos, fazendo com que o recurso não chegue em organizações periféricas. Diante da emergência climática, existimos para mobilizar uma poderosa rede de apoio a pequenas iniciativas da sociedade civil para fornecer recursos e suporte às capacidades, garantindo uma autonomia cada vez maior para esses grupos. As soluções estão nos territórios e os recursos precisam fluir com essa capilaridade”, conta Cristina Orpheo, Diretora do Fundo Casa Socioambiental.

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